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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Crescer em Natureza - mais que uma atividade, uma quinta aberta para crescer feliz!

Depois do sucesso das Férias em Natureza, eis que chega o projeto:

Crescer em Natureza 

Porquê?

Porque é importante brincar!

Porque o campo nos dá a liberdade de brincar,

Porque em liberdade se aprende a amar,

Porque amando se aprende a respeitar,

Porque respeitando crescemos por dentro,

Porque merecemos crescer naturalmente felizes,

Porque o ritmo natural da vida ajuda a concentrar, a focar nos objetivos, a alcançar os desafios, a auto-regular necessidades e emoções, a desenvolver a auto-confiança...

E porque acreditamos que o contacto com a Natureza nos torna seres mais completos e felizes!

Vivemos em harmonia com a Natureza e os seus ciclos biológicos, respeitamos o ritmo de cada um dos habitantes da nossa Lura e gostaríamos muito de partilhar o nosso amor pela Natureza e pelo Mundo com cada vez mais crianças felizes!

Como? 

Num ambiente descontraído, ao ar livre, com contacto com a natureza e os animais, vamos promover o desenvolvimento de competências em áreas que consideramos fundamentais para um crescimento saudável e pleno:
 
Ambiente – Acreditamos que a melhor forma de aprender a valorizar e respeitar a natureza é amando-a. Estamos confiantes que os nossos animais e plantas conquistarão até os mais renitentes.
 
Cidadania – Promover a brincadeira conjunta, o trabalho colaborativo na resolução de problemas, implementar dinâmicas de grupo e criar espaços para debate e troca de ideais, para aprender a valorizar e respeitar a opinião de cada um, bem como a própria.
 
Dieta Mediterrânica – Mais que uma forma de alimentação, procuramos a promoção deste estilo de vida saudável, em todas as suas vertentes.

Desenvolvimento emocional e educação positiva – Através da ligação à Natureza e do reconhecimento dos seus ritmos naturais, juntos desenvolveremos a consciência dos nossos próprios ritmos, necessidades emocionais e descobriremos mecanismos de auto-controlo. O contacto regular com os animais permitirá promover a empatia, a capacidade de concentração, o foco na tarefa, entre outros.

E haverá ainda tempo, para brincar ao ar livre, descontrair e regressar a casa feliz…

Quando?  

Vamos ter parcerias com algumas escolas e colégios privados da cidade de Faro, se o seu educando frequenta uma destas escolas pode perguntar se na secretaria se já têm acordo connosco.

Às quartas-feiras teremos a Turma Livre que funcionará das 17h às 19h, a partir da semana em que tivermos o número mínimo de 6 inscrições e estará limitada a 20 inscrições.

Pode fazer a inscrição do seu educando aqui. Será contactado em breve.

Temos ainda parceria para outros horários, com a Associação de Pais da Escola do Alto de Rodes e com o centro de estudos CEPSIFORMA.

Onde?

Na Lura, naturalmente...

Qual o preço?

A frequência da Turma Livre uma vez por semana sem transporte terá um custo associado de 20€ por mês, por criança.

Se não tem transporte, não deixe de fazer a inscrição, informe-nos e tentaremos arranjar uma solução.

Quem pode frequentar?

A Turma Livre estará aberta a inscrições de crianças dos 4 aos 10 anos.



 
 


segunda-feira, 1 de abril de 2019

A minha parceira da APATRIS21


Como já devem ter reparado, pelo menos através das fotos partilhadas no nosso facebook, os nossos burros cada vez são mais requisitados e a nossa Lura está cada vez mais a tornar-se o porto seguro de gente muito, muito especial.
Isto deve-se a vários fatores, à nossa dedicação, à nossa formação específica, ao trabalho diário e amor pelos animais, mas também a uma pessoa muito importante e que cada vez mais nos é querida.

Hoje quero falar-vos da Sara da APATRIS21!

A Sara é uma psicóloga prática e despachada, que vai à luta, procura (e encontra) o que precisa para os seus meninos. Chegou a nós, quando estava à procura de um sítio no campo com animais para um programa de Emprego Apoiado para um “caso talvez um pouco complicado”. Como é ela uma mente aberta e eu sou eu, acabou por ouvir toda a minha conversa sobre o trabalho com o Tito e o Garoto, os nossos burros, a pouco e pouco foi vendo a importância da companhia dos nossos burros para o desenvolvimento do programa de Emprego Apoiado e foi ela própria sendo cativada por eles.
Agora, apesar de alergias e afins, são amigos cumplicies.

Assim, de um passo para outro, começou uma parceria para um apoio ao Emprego Apoiado e depois veio o voto de confiança com a Asino-terapia para crianças e adultos com necessidades especiais.

Apresentado o percurso, quero mesmo falar-vos da psicóloga e pessoa Sara, que é esta pessoa que se entrega, que engole as alergias e trabalha de olhos esbugalhados se for preciso, que se dedica incansavelmente a cada caso, e embora por vezes possa parecer bruta, não o é, é amorosa e carinhosa com todos os seus meninos (mesmo os mais velhos que ela), mas também sabe ser dura e assertiva quando tem de ser.

Acredita que se pode trabalhar com todos e que cada um terá o seu potencial, procura ajudar e promover o desenvolvimento mesmo quando parece que nada vai acontecer, embora tenha o cuidado de não gerar falsas expectativas eu sei que ela acredita sempre mais um bocadinho!

A Sara não faz apenas o seu trabalho, não tem horário das nove às cinco e muitas vezes abdica da sua vida para poder ajudar, fazer mais e melhor. Mas sabe separar as coisas, consegue garantir o seu tempo pessoal, os seus escapes e o necessário para quando está a trabalhar estar realmente presente. No meu entender é isso que a torna uma excelente profissional, quando a Sara está, está mesmo! Está com todo o seu ser!

Por isso, porque reconheço bem o valor do seu trabalho e porque a adoro enquanto pessoa,
quero aqui deixar um enorme muito Obrigada!

Em meu nome pessoal,

em nome do Tito e do Garoto

em nome de toda a Lura.

Pelo voto de confiança,

pela partilha e trabalho conjunto,

pela amiga que já se tornou

e só porque sim!

Obrigada Sara!

ps - não resisti a partilhar esta foto, a Sara, o seu amigo Tito e 
a alegria no trabalho! 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

As férias por aqui...


Olá amigos:

Já há algum tempo que a Lura não conta novidades, não é que elas não existam, que não haja nada para contar, simplesmente nem sempre estamos particularmente inspirados.

Caso não tenham ainda reparado somos seres humanos, e quem nos lê também, certo?

Isso faz com que nem sempre seja fácil apresentar a “cara lavada e o sorriso nº 33” às vezes, mesmo quando somos felizes, a vida resolve pregar umas partidas e tornar o sorriso mais difícil, e confesso, nessas fases não apetece escrever...

Mas nem por isso parámos, e, mais uma vez, isso serviu para constatar o quanto nos faz bem fazer o que gostamos. Estas férias escolares tivemos visitas muito especiais, visitas que alimentam o coração, a alma e nos enchem de energia para fazer mais e melhor...

Com o Tito e o Garoto como terapeutas estas foram umas férias inclusivas na Lura, recebemos a Associação de Proteção às Raparigas, que veio passar uma manhã diferente, receber e dar colo com os nossos animais, aprender mais sobre agricultura biológica, descobrir um pouco da arte de bem cozinhar e comer em comunidade, conhecer as bases da dieta mediterrânica e partilhar bons momentos em natureza.

Esta foi uma visita surpreendente, para ambas as partes.

Para nós, foi bom conhecer um pouco melhor esta associação e o seu trabalho. Receber estas raparigas, compreender um pouco das suas dinâmicas de grupo, olhar no olhar de cada uma e compreender a complexidade de cada mundo, de cada ser humano, de cada sorriso (escondido ou rasgado). Foi uma experiência incrível e que nos mostrou mais uma vez a maravilhosa capacidade de empatia e dádiva do Tito e do Garoto. Mais que qualquer um de nós (acompanhantes humanos) os nossos burros reconhecerem em cada uma destas raparigas as suas realidades emocionais tendo, com cada uma, uma interação particular e diferente, mostrando-nos quem precisa de apoio, carinho, espaço, etc.

Além de uma visita pedagógica esta foi uma visita terapêutica que gostaríamos muito de voltar a repetir. Querem “raparigas”?

Mas não terminou por aqui, entre o Natal e o Ano Novo, recebemos também um grupo da APATRIS21, e se a visita anterior tinha sido terapêutica, esta foi um lavar da alma!
Eram 5 participantes, todos com características distintas e diferentes graus de autonomia, o que tornou a visita muito personalizada. Tirando o maior partido possível do contacto com a natureza e os animais, tivemos todo o tipo de momentos: prazer, descoberta, medo, birra, curiosidade, descontração, alegria...

Em apenas 3 horas de visita fizemos tanta coisa: demos comida aos coelhos e galinhas, pegámos num coelho ao colo ou apenas sentimos o seu pelo, visitámos a horta e apanhámos alguns hortícolas para oferecer aos Burros, observámos os Burros para descobrir o que mais gostam de comer, interagimos com os burros individualmente e em grupo, brincámos com o Fiel e com o Zico, até descascámos e provámos tangerinas acabadas de colher!

Foi uma manhã muito bem passada para todos os intervenientes! Certamente, também uma experiência a repetir...

Para que possam ter uma ideia, partilhamos algumas fotografias destas duas visitas no nosso facebook.

Na Lura estas foram umas férias calmas e inspiradoras, fizemos o que mais gostamos, partilhámos o nosso amor a carinho pela natureza, o respeito que temos por todos os seres e assim começamos o ano cheios de boas energias, novas ideias, novos projetos e muita vontade de fazer mais e melhor...

Um Bom Ano para todos!

Temos orgulho no que fazemos e fazemo-lo com gosto.
Por isso somos felizes e isso transmite-se a cada um dos nossos visitantes.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Já somos uma Quinta Inclusiva...


Quem está mais próximo de mim e de todo o projeto Lura, sabe que desde o inicio que um dos objetivos é que esta se torne uma Quinta Inclusiva.

Que a Lura, seja realmente uma lura para todos e aqui uso a palavra lura no seu sentido mais literal, lura como ponto de abrigo, como local seguro, onde nos sentimos bem e sabemos que somos bem-vindos. É essencialmente isso que queremos, que todos se sintam bem vindos, e que descubram aqui, em qualquer uma das nossas valências um ponto de apoio, de segurança e de crescimento pessoal.

É neste âmbito que surgem as visitas sénior, as visitas família e agora a Asinoterapia e a parceria com a APATRIS 21, no sentido que colaborar/facilitar a integração social e profissional de seres humanos excecionais.

E o que é isto da Asinoterapia?

Simples, é terapia com Burros.

Muitos me perguntam:

- “Usas os burros para ajudar pessoas?”

Não, não é bem isso, eu não uso os burros. Eu trabalho com eles e eles trabalham comigo de modo a juntos podermos ajudar os nossos pacientes.
Trabalhamos em conjunto para que os nossos pacientes possam sentir-se seguros e, num ambiente de harmonia, calma e amor, possam aprender a reconhecer emoções, desbloquear sentimentos ou medos, ganhar ou aumentar a auto-estima e auto-confiança, desenvolver e acreditar em todas as suas capacidades.

Outra pergunta frequente porque tenho dois Burros:

- “Como escolhes com que burro vais trabalhar?”

Não sou eu que escolho, o burro e o paciente escolhem-se mutuamente.
Muitas vezes é instantâneo, o paciente apaixona-se por um deles, outras vezes demora algumas sessões em que vamos conhecendo os dois, até que numa sessão a escolha acontece naturalmente. E, se não acontecer, é porque não é para acontecer e teremos sempre os dois presentes, será isso que o paciente precisa...

- E os animais não se cansam? Não sofrem com a exposição aos problemas e dificuldades dos paciente?

Como devem calcular o bem estar dos animais desta quinta é uma prioridade para nós!
Elaborámos e vamos melhorando constantemente um guia de boas práticas com os Burros e de cuidados com todos os animais exatamente com o objetivo de garantir o bem-estar de todos os utentes e membros desta Quinta.

Quanto aos Burros doutores, as sessões de terapia têm um limite de tempo bem definido e depois de cada sessão há sempre uma “compensação”: a possibilidade de pastar ao ar livre, ou enriquecimento ambiental no seu espaço, ou simplesmente um miminho culinário...

- E quando os Burros se assustam, não dão coices? São animais muito grandes, não há o risco de pisarem ou magoarem o paciente?

Amigos, riscos há sempre, mesmo quando vamos ao psicólogo podemos sair da consulta magoados.
Mas como devem calcular, não estamos a brincar, tal como existe um guia de boas práticas para o bem estar dos animais, também existe um conjunto de regras básicas de segurança para garantir que todas as terapias ocorrem da melhor forma possível.

Agora que já respondi a maior parte das questões que é natural que surjam, não posso deixar de vos falar daquilo que mais me faz gostar e acreditar neste trabalho conjunto com os Burros – a capacidade que estes seres lindos têm de se ligar, entregar e ajudar o próximo.

A coisa que mais gozo me dá neste trabalho é ver a ligação afetiva que naturalmente se gera entre Burro e Paciente (nem falo na relação afetiva que eu tenho com eles, que isso dava para livro completo) – este vinculo animal-pessoa é o elemento chave de todo o processo terapêutico e é mesmo o mais bonito!

O Burro não julga, não responde, não mal trata, apenas reconhece quem o trata bem, gosta e cuida.

Tudo o que o Burro recebe vai querer retribuir e essa retribuição acontece das formas mais inesperadas, para vos dar um exemplo simples, trabalhando com uma criança pequena, um dia ao sentir que a criança tinha dificuldade em alcançar o topo do pescoço para apertar o cabresto, o burro simplesmente baixou a cabeça e permitiu que a criança fizesse tudo numa altura confortável, digam lá, é bonito ou não é?





Temos orgulho no que fazemos e fazemo-lo com gosto.
Por isso somos felizes e isso transmite-se a cada um dos nossos visitantes.