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domingo, 22 de agosto de 2021

Atelier da Natureza – os tempos livres, ao ar livre na Lura!

O ano letivo vai começar em breve, e nós estamos a preparar tudo, para um regresso saudável e feliz!

Depois de mais um sucesso das Férias em Natureza, já estamos a preparar tudo para receber as crianças do 5º ao 9º ano de escolaridade, no nosso conceito de tempos livres

 - O Atelier da Natureza! -

O Atelier da Natureza é possibilidade de crescer de forma plena e consciente em contacto com a Natureza e os animais. É trabalhar o bem-estar e a responsabilidade (individual e coletiva), procurando o desenvolvimento integral enquanto ser humano e social, sabendo que o sucesso académico resultará do sucesso de cada um.


- Como?

  • Com atividades ao ar livre

  • Apoio ao estudo e à organização pessoal das tarefas

  • Participação nas atividades da quinta e realização de atividades em conjunto (atividades de construção e melhoria dos espaços, em que cada criança poderá “deixar a sua marca” e contribuir para um trabalho coletivo) 

  • Uma oficina, aula ou palestra diferente em cada mês, com convidados diversos para abrir horizontes e conhecer o mundo!

- Quais os valores e princípios base?

  • Educação Positiva

  • Educação Emocional

  • Inclusão e valorização da Diferença

  • Ecologia e Sustentabilidade

  • Cidadania e Liberdade

  • Autonomia e Responsabilidade, individual e coletiva

- Para quem?

  • Para todas as crianças do 5º ao 9º de escolaridade.

  • Grupo único com um máximo de 16 participantes.

  • Transporte garantido para crianças de escolas em Faro e/ou em Olhão.

- Quando?


De segunda a sexta-feira, período da manhã entre as 8h e as 13h ou entre 14 e as 19h, de acordo com o horário escolar dos inscritos.

A nossa organização dependerá dos horários de cada participante, pelo que a proposta que apresentamos poderá ser ajustada.

- Quais os preços?

  •  5 tardes ou manhãs por semana – 140€ por mês

  • 4 tardes ou manhãs por semana – 120€ por mês

  • 3 tardes ou manhãs por semana – 100€ por mês

  • 2 tardes ou manhãs por semana – 80€ por mês


10% de desconto para irmãos.

Condições especiais para crianças que se façam acompanhar de técnicos especializados e/ou com acompanhamento por instituições especializadas, mediante a criação de acordos de parceria. 


- Transporte de ida e volta incluído!


Já temos carrinha e motorista para o transporte coletivo de crianças, no preço final está incluído o transporte das crianças da escola para a Lura e da Lura para casa (de acordo com a localização das casas das crianças inscritas poderá justificar-se a criação de pontos de encontro comuns, tal será articulado com os respetivos encarregados de educação de forma a encontrar a melhor solução para todos).

- Qual a composição da equipa que irá trabalhar neste atelier?

Sara Vítor – Professora de Física e Química, criadora e coordenadora da Lura, apaixonada pelos animais e pela Natureza, com formação e prática em Asinoterapia (terapia com Burros), com pós graduação em Ensino Especial; sempre com vontade de fazer mais e melhor, com muita convicção de que um mundo melhor é possível e depende de todos nós!

Adriana Nobre – Técnica de Ação Educativa com a mesma paixão pelos animais e pela Natureza, com formação em atividades assistidas com Burros, vasta experiência no trabalho com crianças de todas as idades, muito amor para partilhar; esforço, dedicação e responsabilidade são o que a torna tão profissional e competente.

Gonçalo Vítor – Mestre em Química Tecnológica e dos Materiais, cientista, agrónomo e autodidata. É o responsável pela manutenção das infraestruturas da Lura, explicador de Química, Física e Matemática. Não estará diretamente envolvido neste atelier, mas acreditamos que a sua presença frequente na Lura, o seu conhecimento e a sua disponibilidade para ajudar e partilhar sabedoria serão mais-valias que não iremos desperdiçar.

- Quando começa?

 No primeiro dia de aulas de cada uma das crianças inscritas!

Assim que tenhamos os horários escolares definidos e garantidas as condições práticas, logísticas e de segurança, iniciaremos com todo o gosto, dedicação e profissionalismo de quem gosta e acredita no que faz.

Estaremos em contacto consigo, durante todo o processo de organização.

- Como posso inscrever o meu educando?

Através do preenchimento do formulário on-line, aqui. 

Os nossos contactos: 

93 161 79 94 ou aprendernaturalmente@gmail.com


Temos orgulho no que fazemos e fazemo-lo com gosto.

Por isso somos felizes e isso transmite-se a cada um dos nossos visitantes.

sábado, 2 de maio de 2020

Voltamos as abrir as portas da nossa Lura para si...

Olá a todos!

Temos uma mensagem para a sua família:



Somos um espaço, ao ar-livre, de aprendizagem e crescimento para todos.

Durante o tempo de maior confinamento das famílias em casa, mantivemos a actividade, cuidando da nossa horta e dos nossos animais, fazendo melhorias nas estruturas e espaços...

Agora, estamos muito felizes por anunciar que podemos voltar a receber-vos!

Começando por pequenos passos, a 4 de Maio, abrimos as portas para as visitas família.

Faremos visitas, apenas com marcação prévia - que pode ser feita por telefone (931617994) ou por email (aprendernaturalmente@gmail.com) - com a duração máxima de uma hora e meia, garantindo o tempo entre visitas necessário para a limpeza de espaços e as condições de bem-estar dos nossos animais. Teremos à disposição pontos de água e sabão para a lavagem das mãos, e teremos em atenção todas as recomendações da D.G.S. relativas ao distanciamento social e prevenção de contágio.

Nestas visitas vamos partilhar a nossa alegria de viver no campo, promover a interacção com os animais, o contacto e respeito pela natureza, haverá tempo e espaço para pequenos e graúdos desfrutarem de diversas sensações e estímulos.

Vamos brincar juntos?

Até breve!

terça-feira, 28 de abril de 2020

Reencontrando o nosso equilíbrio

Olá a todos,

Obrigado por lerem as minhas palavras.

Hoje quero falar-vos de: miúdos com escola em casa, trabalhos de manutenção de uma quinta, trabalhos de manutenção da casa, estudos dos adultos (cá em casa também temos disso), projetos, criatividade (ora vem, ora vai), inércia (essa grande amiga), rotinas, horários, tarefas (cumpridas, por cumprir e que aumentam todos os dias), refeições, exercício físico, aulas de ballet, pintura, leitura…

Perdoem-me todos os que neste momento mantêm um trabalho fora de casa e que lidam com todos os constrangimentos deste nosso momento global, a quem muito agradeço, mas confesso que por vezes invejo…

Pois é, a inconstância da vida de repente resolveu mostrar-nos que não controlamos tudo e que é preciso mudar, a nossa realidade mudou de repente e “sem aviso, nem pré-aviso da coisa” (Eu oiço esta frase na minha cabeça, na voz da Maria João com o Mario Laginha, música "Sete Facadas").

Por cá, na nossa Lura, passámos por várias fases, pelo deslumbramento de achar que era espetacular ter os miúdos em casa a tempo inteiro, que sem as habituais atividades profissionais, íamos ter tempo para brincar muito mais (pensámos isso, nós e eles), que a casa ia ficar muito mais arrumada, que ia haver tempo para a roupa, para refeições super especiais, para brutais serviços de limpeza e manutenção da quinta com toda a família a trabalhar colaborativamente e super feliz, etc.

Que fase bonita...

E foi-se!

Era apenas uma fase, rapidamente percebemos que 4, todo o dia em casa, desarrumam e sujam, mais que dois, que os dias continuam a ter o mesmo número de horas e continuamos a precisar de dormir, que temos mais tempo uns com os outros, mas isso também significa muito menos tempo sozinhos, cada um com os seus botões e o seu próprio ritmo.

A seguir veio a frustração, afinal o tempo não dá para tudo, afinal não estamos todos bué felizes a fazer coisas lindas juntos e há uns dias em que umas vozes se elevam em tons que, desconfiamos até os vizinhos do outro quarteirão ouvem… E os putos estão nervosos, ansiosos, carentes, etc.

Mais uma fase que passou,

Definem-se rotinas, novas regras, distribuem-se tarefas por todos para não sobrecarregar sempre os mesmos e começa-se a perceber que temos que funcionar assim durante mais tempo, que talvez não seja tão passageiro assim.

Vêm as perguntas, as explicações possíveis para as diferentes idades, a compreensão e respeito pelo tempo e espaço de cada um (quando é possível), mais perguntas, menos explicações…

E houve também (ou talvez ainda haja) os dias do “estou quase a explodir!!!! não estou a fazer nada, não estou produtiva, está tudo a fazer bué cenas on-line, montes de coisas a acontecer nos Facebooks e Instagrams do mundo, e a minha capacidade de trabalho e criativa pufftt!!!!!”

Aqui entra a parte boa de não estarmos sozinhos, todos passam por este momento, alguns de forma mais persistente e duradoura, outros de forma regular, outros só mesmo às vezes, mas há sempre um que percebe, que se chega à frente e explica: “olha que não é bem assim, ontem fizeste isto, já fizeste aquilo hoje, amanhã já tens programado aqueloutro” e a coisa vai passando…

Por isso damos tanta importância às conversas e à partilha, distanciamento não pode ser isolamento, para bem da sanidade mental de todos!

E agora, passadas várias fases, começa a escola em casa!

A sério?!?! Agora que isto estava a equilibrar, (já tínhamos horários e rotinas definidas) toma lá mais novas responsabilidades para todos, toma lá mais competências parentais que nem sabias que devias ter, toma mais mais mil e uma possibilidades para te sentires culpado ou culpada por não conseguires que as tuas 24h do dia rendam as atividades de 48h.

Pronto, voltámos à fase da frustração, do “não sou capaz”, do “mas é suposto fazer tudo isto num dia só?”, do “como não sabes o que é um e-mail?” (sim que cá por casa partiu-se do princípio que os miúdos nascem a saber mexer no e-mail, gerir ficheiros, saber o que são aulas síncronas e plataformas de Internet), do “e ainda é suposto acreditar que vai ficar tudo bem?”

Pois é, preciso explicar melhor esta última fase: “e ainda é suposto acreditar que vai ficar tudo bem?”, é que juntamente com a escola em casa, também vem a perceção clara que o 3º período não vai trazer a retoma das atividades remuneradas da quinta, vamos continuar sem trabalho remunerado, afinal isto vai durar…

E vem novamente a p… da criatividade que não quer dar as caras e a inércia que vira grande amiga de mãos dadas com a culpa, porque nem estou a produzir nem estou a conseguir fazer tudo o que os miúdos precisam e a casa está o caos!!!!

Pronto, sair daqui não é fácil, mas tudo se faz.

Agora estamos numa fase que acho que está a correr melhor, estamos a aceitar…

Aceitar que perdemos o controle,
Aceitar que não temos de fazer tudo,
Aceitar que há dias bons e dias maus,
Aceitar que não sabemos como será daqui a uma semana.
Aceitar que não temos tudo, mas podemos fazer muito com o que temos.

E então, aceitando que atualmente este é o nosso dia normal, que não temos que cumprir à risca todas as propostas escolares, pois se é verdade que os professores estão a fazer um enorme esforço e um ótimo trabalho, também é verdade, que não conhecem, nem podem conhecer a realidade familiar e logística de cada um, portanto, faremos o que achamos que será o melhor considerando as nossas próprias condições.

Assim, resolvemos aplicar em casa, de uma forma mais consciente e focada, aquilo que teoricamente já defendemos e promovemos no nosso trabalho:



E para este novo equilíbrio foi fundamental a criação de algumas novas rotinas e tarefas:

Empatia – coisas tão simples como olhar nos olhos, falar com as crianças ao nível delas, tentar aceitar o seu ponto de vista, ouvir calmamente, permitir sentir a frustração e os problemas, ajudar a resolver, são coisas que sempre fizemos mas que tentamos agora estar mais atentos. A troca de tarefas e a entre-ajuda nas tarefas domésticas também tem ajudado a que cada um valorize mais o lugar do outro e o trabalho do outro.

Resiliência – todos nos ajudamos, mas também promovemos a autonomia e permitimos os erros, as quedas, as aventuras, porque sabemos que só caindo se aprende a levantar (ai os pratos e copos partidos, para aprender a levantar a mesa e lavar a loiça…).

Otimismo – Além do já habitual “bom dia, alegria!” ao chegar ao pequeno-almoço, agora instituímos uma rotina ao jantar que se mostrou ser muito útil: as 3 coisas boas do dia – todos os dias ao jantar um dos elementos da família começa a identificar as 3 coisas boas do seu dia, e convida todos os outros a fazer o mesmo. O resultado é muito interessante, porque acabamos por conversar sobre o nosso dia, e ouvir o mesmo dia por diferentes perspetivas (promovendo também o desenvolvimento de empatia), porque nos força e identificar o que aconteceu de bom, porque nos provoca uma reflexão individual, que permite um balanço e análise, mais ou menos profunda do dia, e por vezes, até conduz à definição de novos objetivos individuais e familiares. São momentos muito interessantes!

Bem-estar – aqui, somos uns privilegiados, vivemos no campo, estamos rodeados de espaço para explorar, com ar puro, animais e montes de atividades para fazer. Desde o tratar dos animais, até ao apanhar caracóis ou fazer a manutenção da horta, passando por andar de bicicleta ou simplesmente trepar às árvores, por aqui o bem-estar é feito do contacto com a natureza.

Responsabilidade – este é o verdadeiro grande desafio familiar, a responsabilidade partilhada, as tarefas partilhadas, e menos peso individual. É claro que há tarefas só dos adultos e outras só das crianças. A responsabilidade cá em casa, anda de mão dada com a autonomia, começámos por colocar um despertador que se ouve em toda a casa, que toca a horas-chave e mostra palavras-chave (como lanche da manhã, aulas de um, aulas do outro, almoço, lanche da tarde…). Este despertador foi uma aposta ganha, assim os pequenos da casa sabem a que horas têm de parar uma atividade e ajudam-se um ao outro a passar para a seguinte (a pequena não sabe ler, mas com a ajuda do mano mais velho, fica a saber o que deve fazer e se precisar de algum apoio prático, pede-lhe a ele ou vem pedir aos pais). Além disso, cada um de acordo com as suas próprias capacidades e motivações, as crianças passaram a participar nas tarefas domésticas, ajudam a lavar loiça, estender roupa, cuidar da horta, tratar dos animais, fazem refeições simples e assim a família é isso mesmo: uma família e não apenas um conjunto de pessoas que partilha o mesmo teto.

E sabem que mais?

Escrever este texto ajudou-me, ainda mais, a aceitar a realidade que tenho e diminuir o sentimento de culpa, por todas as coisas que não estou a conseguir concretizar enquanto profissional ou mãe.
É verdade que os meus filhos não estão a seguir à risca todas a orientações escolares, é verdade que a casa está um pequeno caos, é verdade que não estamos a brincar e fazer tantos jogos de tabuleiro como imaginámos, mas eles estão a crescer bem, responsáveis, autónomos, críticos, conscientes e felizes. Nós estamos num processo de reprogramação pessoal e profissional, que levará tempo, mas confiantes que nos levará a bom porto.

Espero que este texto também possa ajudar quem o lê, tal como me ajudou ao escrever.

Partilho também algumas fotografias das atividades que os pequenos da casa vão fazendo e aprendendo por estes dias:






Semear, transplantar, ver crescer para depois colher, o contacto com a Terra e permanente exercício de paciência, tão bom para perceber que nem tudo acontece num abrir e fechar de olhos.










O mais velho aprende a lavar a loiça, poupando água, e rentabilizando o detergente, alguns pratos e copos partidos depois, já vai sendo eficiente, uma bela ajuda! 





Contacto com os animais: ternura, empatia, afectos...



Todas as manhãs tratamos dos animais, a mais nova adora ir verificar se há ovos e o mais velho já leva os Burros com uma confiança e empatia lindas, conversam de manhã e ao recolher... 



Descascar favas, para ela não é um trabalho mecânico é uma história a cada fava, leva tempo, mas está entretida no seu mundo e quando chega ao fim é uma festa ver a taça cheia para o jantar…





“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!”

Charles Chaplin


ps – este texto foi escrito em quatro dias diferentes e não faz mal nenhum ;-)

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Crescer em Natureza - mais que uma atividade, uma quinta aberta para crescer feliz!

Depois do sucesso das Férias em Natureza, eis que chega o projeto:

Crescer em Natureza 

Porquê?

Porque é importante brincar!

Porque o campo nos dá a liberdade de brincar,

Porque em liberdade se aprende a amar,

Porque amando se aprende a respeitar,

Porque respeitando crescemos por dentro,

Porque merecemos crescer naturalmente felizes,

Porque o ritmo natural da vida ajuda a concentrar, a focar nos objetivos, a alcançar os desafios, a auto-regular necessidades e emoções, a desenvolver a auto-confiança...

E porque acreditamos que o contacto com a Natureza nos torna seres mais completos e felizes!

Vivemos em harmonia com a Natureza e os seus ciclos biológicos, respeitamos o ritmo de cada um dos habitantes da nossa Lura e gostaríamos muito de partilhar o nosso amor pela Natureza e pelo Mundo com cada vez mais crianças felizes!

Como? 

Num ambiente descontraído, ao ar livre, com contacto com a natureza e os animais, vamos promover o desenvolvimento de competências em áreas que consideramos fundamentais para um crescimento saudável e pleno:
 
Ambiente – Acreditamos que a melhor forma de aprender a valorizar e respeitar a natureza é amando-a. Estamos confiantes que os nossos animais e plantas conquistarão até os mais renitentes.
 
Cidadania – Promover a brincadeira conjunta, o trabalho colaborativo na resolução de problemas, implementar dinâmicas de grupo e criar espaços para debate e troca de ideais, para aprender a valorizar e respeitar a opinião de cada um, bem como a própria.
 
Dieta Mediterrânica – Mais que uma forma de alimentação, procuramos a promoção deste estilo de vida saudável, em todas as suas vertentes.

Desenvolvimento emocional e educação positiva – Através da ligação à Natureza e do reconhecimento dos seus ritmos naturais, juntos desenvolveremos a consciência dos nossos próprios ritmos, necessidades emocionais e descobriremos mecanismos de auto-controlo. O contacto regular com os animais permitirá promover a empatia, a capacidade de concentração, o foco na tarefa, entre outros.

E haverá ainda tempo, para brincar ao ar livre, descontrair e regressar a casa feliz…

Quando?  

Vamos ter parcerias com algumas escolas e colégios privados da cidade de Faro, se o seu educando frequenta uma destas escolas pode perguntar se na secretaria se já têm acordo connosco.

Às quartas-feiras teremos a Turma Livre que funcionará das 17h às 19h, a partir da semana em que tivermos o número mínimo de 6 inscrições e estará limitada a 20 inscrições.

Pode fazer a inscrição do seu educando aqui. Será contactado em breve.

Temos ainda parceria para outros horários, com a Associação de Pais da Escola do Alto de Rodes e com o centro de estudos CEPSIFORMA.

Onde?

Na Lura, naturalmente...

Qual o preço?

A frequência da Turma Livre uma vez por semana sem transporte terá um custo associado de 20€ por mês, por criança.

Se não tem transporte, não deixe de fazer a inscrição, informe-nos e tentaremos arranjar uma solução.

Quem pode frequentar?

A Turma Livre estará aberta a inscrições de crianças dos 4 aos 10 anos.



 
 


quinta-feira, 18 de abril de 2019

Este ano o nosso Verão vai ser ainda melhor!

Sim, já estamos a preparar o Verão!

Já estamos a receber reservas
para visitas bem diferentes e divertidas,
para grupos maiores ou menores,
de "atls", "centros de estudos" e outros que tais,
que já nos conhecem, ou que querem ver mais...

Estamos de portas abertas,
Preparados para o calor que se adivinha,
Com a piscina bem bonita e limpinha.

Para as noites longas e felizes,
Temos o armazém da brincadeira num primor,
As estrelas prontas a actuar,
Mesmo nas noites de luar. 

Os coelhos a crescer,
As galinhas a pastar,
e o Tito e o Garoto,
Ansiosamente a aguardar...

Bora lá reservar
os dias especiais,
em Junho, Julho e Setembro,
Bora lá reservar
antes de tudo se ocupar!

E Agosto?!?!

Em Agosto:
Férias em Natureza, 
com certeza!

Pode fazer já a inscrição aqui


Temos orgulho no que fazemos e fazemo-lo com gosto. 

Por isso somos felizes e isso transmite-se a cada um dos nossos visitantes.

Até breve ☺

sábado, 15 de setembro de 2018

Um bom ano lectivo 2018/2019 para todos!





“A educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo”

Nelson Mandela

É com este mote que este ano quero dar as boas vindas ao novo ano-letivo e, pela importância do ensino e da educação na formação de uma sociedade, este ano proponho que todos assumamos o compromisso de:

- Respeitar , valorizar e agradecer aos professores

Os seus, os dos seus filhos, os da sua família, todos!
Porque o trabalho de um professor é fundamental e decisivo na nossa vida e no nosso crescimento. Quem não teve um professor que o marcou positivamente? Quem não se lembra daquele professor que ensinou isto ou aquilo daquela maneira que ainda hoje usa? Quem não se lembra daquele professor inspirador ou motivante?
Sim, enquanto pais, por vezes damos por nós a não concordar com o professor, apetece-nos dizer-lhe que não temos tempo para tudo ou que não queremos aquela regra para o nosso filho, mas quando isso acontece, ou acontecer, sugiro que respire fundo, se lembre e contabilize o número de horas que aquele professor está com o seu filho e pense bem se essa discórdia pode pôr em causa todo o resto do trabalho, a relação professor-aluno e, se realmente acha que precisa de frisar uma posição, faça-o sim, mas através dos meios próprios e não em frente ao seu filho e dê-lhe o benefício da dúvida, tal como você, ele está a fazer o seu trabalho o melhor possível.

- Valorizar, apoiar e motivar o crescimento dos nossos filhos

É certo que não temos nem devemos ser explicadores dos nossos filhos, nem temos que entender o que eles aprendem, mas podemos estar disponíveis para ouvir atentamente o que nos explicam, podemos mostrar interesse no seu dia-a-dia, podemos valorizar todas as pequenas e grandes vitórias, estimular o cumprimento de horários, responsabilizar e promover as suas rotinas, fazer perguntas querendo ouvir as respostas.
Não precisamos de ter muitos meios ou muita disponibilidade, mas se usar-mos o que temos para mostrar que estamos ali, que queremos que cresçam mais e melhores e proporcionar-nos as oportunidades para decidirem o seu rumo, então estaremos a contribuir para que cresçam felizes e realizados, logo estaremos a contribuir para uma sociedade mais justa e equilibrada.

- Aprender, crescer e mudar o que for necessário em nós próprios

Porque cada um de nós faz parte deste mundo onde vivemos, porque vivemos em sociedade, porque todas as nossas ações têm consequências e porque, em ultima instância, estamos sempre a dar um exemplo a alguém, devemos procurar ser honestos e coerentes connosco próprios, se nos preocuparmos mais com o que pensamos de nós e menos com o que os outros vão pensar, se procurarmos ser, nas nossas atitudes e opções diárias, fiéis aquilo que defendemos então seremos plenos e seremos também capazes de reconhecer os nossos limites, as nossas imperfeições e mudar, porque mudar é crescer e mudar para melhor é evoluir...

Um bom ano para todos!

“...Muda, que quando a gente muda
o mundo muda com a gente
a gente muda o mundo
na mudança da mente
e quando a mente muda
a gente anda pr'a frente...”

Gabriel o Pensador


quarta-feira, 11 de abril de 2018

As mil e uma actividades do G.


Já aqui falei em tempos, da importância do ensino artístico e da diferença que sinto que faz os meus filhos terem contacto com a música desde muito cedo.

Hoje quero falar-vos da questão das mil e uma atividades extra-curriculares:

Muitas vezes os meus amigos e parceiros destas aventuras (levar e buscar meninos às suas atividades), comentam comigo, por vezes até mostrando alguma preocupação, que “coitado do rapaz, nem tem tempo para respirar, com tanta atividade”, ou “não achas demais?” ou ainda “Vai continuar com isso tudo sempre?”.

Pois é, o meu G. está no Conservatório de Música de Olhão onde tem formação musical, classe de conjunto, violino e, este ano, orquestra, pratica Judo e Vela, e sabem que mais?

Tem tempo para brincar!

Durante a semana o G. mal tem tempo para fazer os trabalhos de casa, não há tempo para ipads e ver televisão é em momentos de 5 minutos, se se despachar rápido de manhã ou jantar mais depressa que o costume.

Ao fim de semana tem a vela, que só vai num dos dias (podia ir sábado e domingo, mas nós optamos por ir apenas uma vez por semana), e aí sim, tem tempo para brincar, e brinca. Joga o seu ipad, vê um filme (geralmente depois da vela porque vem cansado e quer sofá), brinca com a irmã, anda de bicicleta ou skate, faz legos, e joga outros jogos, sozinho ou connosco, conforme é possível e lhe apetece.

Mas nem tudo é perfeito, e por vezes há picos muito exigentes para esta idade, em que eu, enquanto mãe, questiono tudo!

Quando numa mesma semana, há competição de Judo, fichas de avaliação na escola, audições de violino e treino de vela, fica complicado garantir o tempo de brincar, é preciso um esforço extra, e depois vem o cansaço, os nervos, os erros porque se está sob pressão e a mãe e o pai que só querem ajudar, ainda pressionam mais um bocadinho e a semana parece tão pequena que custa, custa a todos!

Mas depois, perguntamo-nos porque fazemos tudo isto, porque o nosso filho tem tanta coisa e nós achamos possível conciliar tudo, porquê?

Porque a realidade é que só há uma ou duas semanas de caos, porque no resto do ano letivo ele acima de tudo diverte-se e é feliz, porque está a crescer com responsabilidade, valores e princípios, porque todas estas atividades lhe fazem bem à saúde física e psicológica!

Já vos falei da música, agora quero falar-vos do Judo e da Vela. 

O meu filho pratica Judo com a Academia de Judo de Faro, e vela com o Ginásio Clube Naval de Faro, e em ambos estes sítios o desporto é praticado para a promoção do desenvolvimento integral das crianças, nestas duas instituições respeita-se o ritmo e a vontade de cada um, não existe e nunca senti pressão para a competição ou respetivos resultados.
Quer no Clube Naval, quer na Academia de Judo, sempre tive treinadores disponíveis para me ouvir e ouvir as minhas preocupações relativamente ao desenvolvimento do G.. Além de serem treinadores, são pessoas com valores que realmente se preocupam com o desenvolvimento das crianças com quem trabalham, para estes professores, mais do que treinar as crianças no seu desporto, é importante fazer parte da vida delas, é importante vê-los felizes e realizados. Assim, quando coloco a questão se o G. deve ir à regata ou à competição, se está preparado, se este momento competitivo não vai afetar resultados escolares, sinto que as minhas preocupações são ouvidas e já não é uma nem duas vezes que recebo dicas e sugestões para ajudar o meu pequeno com dificuldades escolares.

E além de tudo, sinto que a prática de exercício físico, o treino regular aliado a princípios e valores nos quais me revejo, fazem do meu G. um miúdo mais capaz, aumentaram significativamente a sua auto-estima e auto-confiança e fazem-no crescer mais saudável, até lhe aumenta o apetite ;-)

Para terminar, não consigo deixar de partilhar a parte melhor, depois de um final de segundo período de caos, com fichas de avaliação, competição de judo, audições, quando eu estava super apreensiva com os resultados escolares, eis que o G. tem excelentes notas quer na escola quer no conservatório, mesmo depois de um segundo lugar numa competição de Judo fora da sua cidade, o puto surpreendeu tudo e todos, deixou-nos super orgulhosos e depois destes resultados, as dúvidas de que falei anteriormente foram-se.

Quanto à questão, “Vai continuar com isso tudo sempre?”

Não sabemos, o futuro o dirá, mas enquanto sentir-mos que ele quer e que isso o faz feliz, sim vai continuar...

Muito Obrigada, aos treinadores aqui referidos (que sabem quem são), a toda a equipa do Conservatório de Música de Olhão e ao excelente professor da escola (que tem um papel fundamental em todo este processo formativo e muitas vezes nos esquecemos de valorizar).




“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!”

Charles Chaplin

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Limpezas em Família


Um destes domingos tivemos uma tarde diferente:

Resolvemos aproveitar o Sol a brilhar e a brisa calma, para, como disse logo o mais velho, ajudar a mãe natureza...
Resolvemos calçar luvas, e, munidos de saco de papel, vários sacos de plástico e um balde fomos, em família, limpar a berma da estrada.



A estrada de acesso à Lura, já há muito que precisava de uma intervenção destas, começamos junto ao nosso portão e fomos andando em direção ao primeiro cruzamento.
Com várias idades e capacidades diferentes, rapidamente as tarefas de cada um se diferenciaram e esta tarefa se transformou numa forma de aprendizagem e jogo coletivo:






- A mais pequena escolheu ficar responsável pelo transporte dos plásticos, com um saco de plásticos de asas, lá andava ela, uma asa em cada mão a abrir e a fechar o saco, atenta a qual dos restantes dizia “plástico”, para correr a receber o lixo e ir enchendo o seu saco. A cada saco cheio pedia ajuda para fechar e abrir outro vazio...



 

- O mais velho, procurava identificar e diferenciar o lixo, transportava o saco de papel e de vez em quando lá se distraía com qualquer elemento natural que lhe chamava mais a atenção.





- No final, já com as crianças um pouco cansadas, foi a vez do pai ajudar. Aqui a tarefa era mais complicada e deu direito a claque de incentivo por parte dos pequenos, tirar, com a ajuda de uma vara, um bocado de plástico do alto de uma amendoeira, não foi tarefa fácil, mas conseguiu-se!




Depois de terminada esta última tarefa, embora ainda não tivéssemos chegado ao final da estrada, estávamos todos cansados e resolvemos parar por aqui. Já tínhamos 4 ou 5 sacos cheios de plásticos, uma saco grande de papel e um balde com vidro e lixo indiferenciado!

Decidimos parar de comum acordo, mas ficou a promessa de voltar e terminar, “pelo menos a nossa rua”, disse, mais uma vez, o mais velho que ficou bastante motivado e sensibilizado para todo o problema do lixo que não vai para onde é suposto ir.

Esta foi uma tarde familiar, divertida e extremamente pedagógica, que a meu ver mostra que por vezes perdemos tempo e paciência a procurar atividades interessantes para fazer com as crianças ao fim de semana, gastamos tempo e dinheiro, quando podemos simplesmente olhar em volta, aproveitar as coisas simples e passar bons momentos, fazendo algo útil e ajudando a construir um futuro melhor, pois é isso que se está a fazer quando educamos e promovemos o crescimento com valores, princípios e respeito pela natureza!



“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!”

Charles Chaplin

quarta-feira, 14 de março de 2018

Uma Festa de Aniversário pode ser ecológica!


As festas de aniversário infantis, são um negócio!

Sim, é verdade, cada vez mais, os pais sentem pressão social para transformar a festa de aniversário do seu filho num momento de divulgação familiar, há quase uma obrigação de fazer, de fazer em tal sitio, (porque o outro pai também fez, ou porque os miúdos até gostam e ali não dá muito trabalho a organizar...), de convidar a turma toda ou a família toda...
Para já não falar de alguns meios em que quase se gera uma competição decorativa entre mães.
Escolhe-se o espaço, pensam-se mesas, decorações a condizer, temas, copos, guardanapos, bandeirolas, balões, etc. um mundo de decoração descartável para festa de aniversário, que existe on-line (para os mais exigentes e originais) e nas mais variadas lojas e supermercados para quem procura soluções baratas e “na moda”.

E o ambiente, onde fica no meio da decoração bonita?

Fica esquecido, vem aquela máxima “ um dia não são dias” e “ele só faz anos uma vez por ano, é um dia especial”... Somos muito bons a arranjar desculpas!

A verdade é que se pensarmos bem, se cada pai fizer uma revisão mental, facilmente concordará que o seu filho é convidado para uma festa (única no ano) mais de uma vez por mês, então já são quantas exceções? quantos dias especiais? Quanto descartáveis atirados fora sem sequer pensar no assunto?

Na Lura fazemos festas de Aniversário, sim!

Mas não abdicamos dos nossos valores e princípios, aliás acreditamos que até um dia de festa pode ser um dia perfeito para a consciencialização de cada um dos nossos visitantes.
Por isso travamos algumas batalhas constantemente:

- A Reciclagem -

Temos um eco-ponto (estamos a preparar mais para espalhar por mais locais da quinta) e em todas as festas de aniversário quando nos perguntam onde colocar o lixo (porque não há um saco ou caixote logo junto à mesa do aniversário) explicamos que o eco-ponto está disponível e é fácil de utilizar.
Acreditem, é uma batalha, pois muitas vezes no final da festa temos de verificar e efetuar algumas trocas no lixo colocado nos caixotes, pois mesmo com explicação afixada em cima ocorrem muitas trocas...
Mas acreditamos que vale a pena, não nos chateamos com o possível trabalho acrescido, porque sabemos que o caminho se percorre caminhando.

- A Reutilização -

Ainda temos algumas arestas para limar e sabemos que temos bastantes coisas que podemos melhorar, mas fazemos questão de colocar à disposição dos nossos clientes (grandes e pequenos) materiais laváveis, e que, mesmo durante o tempo de apenas uma festa o mesmo copo possa ser usado mais que uma vez (procurando garantir a disponibilidade para a rápida recolha, lavagem e disponibilização da loiça suja).
Quer nas festas de aniversário, quer nas nossas visitas pedagógicas é possível verificar que para nós cada peça cada objeto pode ter mais que um fim, um simples exemplo disso é o nosso ecoponto que resulta ele próprio da reutilização de materiais.

- A abolição do descartável -

Este é um desafio que impusemos a nós próprios deste o primeiro dia de funcionamento.
Devemos confessar que não é fácil, e que por vezes, foi escolhemos o caminho mais imediato sem sequer termos consciência das opções que tomamos. Mas, com o tempo, com a ajuda de alguns clientes mais perspicazes e atentos que nos foram alertando para possíveis incoerências, com o facto de dizer-mos a mesma coisa muitas vezes e dar-mos por nós a verificar pormenores para garantir, a tal coerência, agora temos uma mesa de aniversário sem descartáveis!

Esta mesa tem decoração, tem etiquetas bonitas, agora até já tem uma faixa de “Parabéns” temática, tem gelatinas servidas em uni-doses, tem balde de pipocas, tem sandes, enfim é uma mesa recheada...

Nesta mesa, tudo é reutilizado!

* As gelatinas são servidas em formas de silicone que são lavadas no final de cada utilização;
* As taças, copos, pratos e talheres são laváveis;
* As decorações foram pensadas e feitas em materiais laváveis e duráveis para que possam ser guardados no final de cada festa e usados nas seguintes, sem comprometer a qualidade aqui impõe-se um Obrigado à Multicópias que nos ajudou na criação destes materiais);
*Até os sumos naturais feitos por nós, na hora, são servidos em garrafas de plástico que já serviram outros sumos...

- A responsabilização de cada um -

Nós fazemos a nossa parte, fazemos os nossos esforços para a consciencialização de todos mas sabemos que por vezes, outro valores falam mais alto e que nem sempre podemos evitar tudo.
Por isso, apesar de pedir-mos sempre aos nossos clientes que abdiquem do descartável, e procurem minimizar o impacto ambiental das decorações, por vezes a festa “tem mesmo que ser temática” ou “quero mesmo assinalar este dia de forma especial” e aí o que fazemos?
“Tudo bem, não há problema. No final da festa caberá a si a recolha dos materiais”.
É claro que esta recolha é feita, mas nós também sabemos que muitas vezes, depois destas festas onde o descartável aparecer ou as decorações ou lembranças foram menos ecológicas, lá temos uns plásticos de rebuçados que ficaram no canteiro, ou um copo descartável que foi parar à horta, etc.
E estamos cá para isso, apanhamos, sorrimos e mantemos a esperança que cada vez mais os nossos clientes compreendam que a ecologia não é só uma opção de vida é uma necessidade e obrigação de todos nós, a bem do futuro das próximas gerações...


Estamos longe ser ser perfeitos!

Atenção, não queremos com este texto, de modo algum, passar uma mensagem de que somos perfeitos ou um exemplo de boas práticas. Apenas partilhamos as nossas opções e convicções.
Ecologicamente, sabemos que ainda temos muito caminho a percorrer na nossa quinta, idealmente e no limite, não deveríamos usar plásticos. Mas, como já disse anteriormente, acreditamos que o caminho se percorre caminhando...

Assim, queremos agradecer a todos os que colaboram connosco e nos ajudam nesta tarefa permanente da consciencialização ambiental, a todos os que nos propõem novos desafios e nos levam a melhorar as nossas iniciativas.

E já agora gostaríamos também de partilhar um desafio a que já aderimos, mesmo antes de o conhecer: 40 dias sem plástico


Obrigada pela sua atenção.

Temos orgulho no que fazemos e fazemo-lo com gosto.
Por isso somos felizes e isso transmite-se a cada um dos nossos visitantes.






terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A Lura foi à escola...


Pois é, resolvemos sair da nossa quinta e levar alguns dos nossos conselhos sobre ecologia a alimentação à Escola do Carmo.

Tudo começou com um convite por parte de Associação de Pais desta escola para a Lura promover uma ação de sensibilização ambiental na escola.

Foi uma novidade para nós...

Desde que a Lura existe já foram feitas algumas visitas a escolas, mas noutros contextos, com animais, ou apenas para contar uma história. Agora, pediram-nos algo de maior responsabilidade: promover uma ação de sensibilização ambiental que chegasse a todos os alunos daquela escola.

Depois de algumas hesitações iniciais, resolvemos aceitar o desafio e preparar tudo para um conjunto de conversas, que iriam decorrer durante uma semana, com todas as turmas da escola.

Tudo aconteceu em Janeiro...

Depois de bem articulado, através da Associação de Pais, com professores e toda a comunidade escolar, lá fui eu, com o meu saco de pano recheado com um lanche saudável e a minha deliciosa água aromatizada, conversar com muitos meninos.

Fora três dias intensos!

De manhã com uma turma de pré-escolar e à tarde com duas ou três turmas do primeiro ciclo. Foram conversas informais, bastante agradáveis, onde se discutiu a importância de beber água, as vantagens de consumir bolachas ou bolos feitos em casa (em vez das alternativas de pacote que se compram no super-mercado), onde se contabilizou o numero de embalagens que cada turma deita fora por dia e se discutiu alternativas (como a reutilização de embalagens e a escolha de outras opções alimentares), onde se identificou quais as frutas da época e as vantagens do seu consumo (discutindo inclusive o impacto ambiental do transporte da fruta e de outros alimentos necessário à comercialização fora da sua zona de produção).

Fui muito bem recebida!

Apesar da apreensão inicial, do “nervoso miudinho” e das dúvidas sobre a recetividade dos mais pequenos a este formato de conversa, tudo decorreu de forma bastante simples e ligeira.
Foi ótimo! Fui recebida da melhor forma por toda a comunidade escolar, os alunos ouviram, questionaram, participaram de forma ativa, os professores e auxiliares, acolheram a iniciativa, colaboraram e participaram ativamente também.

Mas, a melhor parte foram as conclusões: houve alunos que aceitaram o desafio de registar e alterar hábitos alimentares, outros colocaram em cartaz o resumo da conversa e as aprendizagens desenvolvidas. Estou certa que no fim de semana seguinte, muitas famílias fizeram bolos ou bolachas juntas, que começaram a olhar para a embalagem da manteiga ou do iogurte de outra forma (deixou de ser descartável e passou a ser uma ótima forma de levar uma fatia de bolo ou bolachas para a escola). Muitos destes meninos passaram a olhar para a fruta e para as prateleiras do supermercado de outra forma.

Foi muito bom, ver como existem professores, que se envolvem nestes debates, que dão o exemplo e promovem desafios, que estas ações de sensibilização podem ser muito mais que isso e ser transformadas num ponto de partida para a mudança de mentalidades e atitudes.

Para mim, honestamente, foi muito, mas mesmo muito bom, voltar a estar numa sala de aula ou biblioteca, rodeada de crianças e, mesmo que informalmente, ensinar, dar um pouco de mim e receber o muito que os pequenos têm para nos dar...

Muito Obrigada à Associação de Pais pelo convite.

Muito Obrigada aos professores e funcionários pela atenção disponibilizada e participação ativa.

Muito Obrigada a todos os participantes por terem tornado esta semana tão rica!



Até à próxima!


Temos orgulho no que fazemos e fazemo-lo com gosto.
Por isso somos felizes e isso transmite-se a cada um dos nossos visitantes.