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domingo, 22 de agosto de 2021

Atelier da Natureza – os tempos livres, ao ar livre na Lura!

O ano letivo vai começar em breve, e nós estamos a preparar tudo, para um regresso saudável e feliz!

Depois de mais um sucesso das Férias em Natureza, já estamos a preparar tudo para receber as crianças do 5º ao 9º ano de escolaridade, no nosso conceito de tempos livres

 - O Atelier da Natureza! -

O Atelier da Natureza é possibilidade de crescer de forma plena e consciente em contacto com a Natureza e os animais. É trabalhar o bem-estar e a responsabilidade (individual e coletiva), procurando o desenvolvimento integral enquanto ser humano e social, sabendo que o sucesso académico resultará do sucesso de cada um.


- Como?

  • Com atividades ao ar livre

  • Apoio ao estudo e à organização pessoal das tarefas

  • Participação nas atividades da quinta e realização de atividades em conjunto (atividades de construção e melhoria dos espaços, em que cada criança poderá “deixar a sua marca” e contribuir para um trabalho coletivo) 

  • Uma oficina, aula ou palestra diferente em cada mês, com convidados diversos para abrir horizontes e conhecer o mundo!

- Quais os valores e princípios base?

  • Educação Positiva

  • Educação Emocional

  • Inclusão e valorização da Diferença

  • Ecologia e Sustentabilidade

  • Cidadania e Liberdade

  • Autonomia e Responsabilidade, individual e coletiva

- Para quem?

  • Para todas as crianças do 5º ao 9º de escolaridade.

  • Grupo único com um máximo de 16 participantes.

  • Transporte garantido para crianças de escolas em Faro e/ou em Olhão.

- Quando?


De segunda a sexta-feira, período da manhã entre as 8h e as 13h ou entre 14 e as 19h, de acordo com o horário escolar dos inscritos.

A nossa organização dependerá dos horários de cada participante, pelo que a proposta que apresentamos poderá ser ajustada.

- Quais os preços?

  •  5 tardes ou manhãs por semana – 140€ por mês

  • 4 tardes ou manhãs por semana – 120€ por mês

  • 3 tardes ou manhãs por semana – 100€ por mês

  • 2 tardes ou manhãs por semana – 80€ por mês


10% de desconto para irmãos.

Condições especiais para crianças que se façam acompanhar de técnicos especializados e/ou com acompanhamento por instituições especializadas, mediante a criação de acordos de parceria. 


- Transporte de ida e volta incluído!


Já temos carrinha e motorista para o transporte coletivo de crianças, no preço final está incluído o transporte das crianças da escola para a Lura e da Lura para casa (de acordo com a localização das casas das crianças inscritas poderá justificar-se a criação de pontos de encontro comuns, tal será articulado com os respetivos encarregados de educação de forma a encontrar a melhor solução para todos).

- Qual a composição da equipa que irá trabalhar neste atelier?

Sara Vítor – Professora de Física e Química, criadora e coordenadora da Lura, apaixonada pelos animais e pela Natureza, com formação e prática em Asinoterapia (terapia com Burros), com pós graduação em Ensino Especial; sempre com vontade de fazer mais e melhor, com muita convicção de que um mundo melhor é possível e depende de todos nós!

Adriana Nobre – Técnica de Ação Educativa com a mesma paixão pelos animais e pela Natureza, com formação em atividades assistidas com Burros, vasta experiência no trabalho com crianças de todas as idades, muito amor para partilhar; esforço, dedicação e responsabilidade são o que a torna tão profissional e competente.

Gonçalo Vítor – Mestre em Química Tecnológica e dos Materiais, cientista, agrónomo e autodidata. É o responsável pela manutenção das infraestruturas da Lura, explicador de Química, Física e Matemática. Não estará diretamente envolvido neste atelier, mas acreditamos que a sua presença frequente na Lura, o seu conhecimento e a sua disponibilidade para ajudar e partilhar sabedoria serão mais-valias que não iremos desperdiçar.

- Quando começa?

 No primeiro dia de aulas de cada uma das crianças inscritas!

Assim que tenhamos os horários escolares definidos e garantidas as condições práticas, logísticas e de segurança, iniciaremos com todo o gosto, dedicação e profissionalismo de quem gosta e acredita no que faz.

Estaremos em contacto consigo, durante todo o processo de organização.

- Como posso inscrever o meu educando?

Através do preenchimento do formulário on-line, aqui. 

Os nossos contactos: 

93 161 79 94 ou aprendernaturalmente@gmail.com


Temos orgulho no que fazemos e fazemo-lo com gosto.

Por isso somos felizes e isso transmite-se a cada um dos nossos visitantes.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Reencontrando o nosso equilíbrio

Olá a todos,

Obrigado por lerem as minhas palavras.

Hoje quero falar-vos de: miúdos com escola em casa, trabalhos de manutenção de uma quinta, trabalhos de manutenção da casa, estudos dos adultos (cá em casa também temos disso), projetos, criatividade (ora vem, ora vai), inércia (essa grande amiga), rotinas, horários, tarefas (cumpridas, por cumprir e que aumentam todos os dias), refeições, exercício físico, aulas de ballet, pintura, leitura…

Perdoem-me todos os que neste momento mantêm um trabalho fora de casa e que lidam com todos os constrangimentos deste nosso momento global, a quem muito agradeço, mas confesso que por vezes invejo…

Pois é, a inconstância da vida de repente resolveu mostrar-nos que não controlamos tudo e que é preciso mudar, a nossa realidade mudou de repente e “sem aviso, nem pré-aviso da coisa” (Eu oiço esta frase na minha cabeça, na voz da Maria João com o Mario Laginha, música "Sete Facadas").

Por cá, na nossa Lura, passámos por várias fases, pelo deslumbramento de achar que era espetacular ter os miúdos em casa a tempo inteiro, que sem as habituais atividades profissionais, íamos ter tempo para brincar muito mais (pensámos isso, nós e eles), que a casa ia ficar muito mais arrumada, que ia haver tempo para a roupa, para refeições super especiais, para brutais serviços de limpeza e manutenção da quinta com toda a família a trabalhar colaborativamente e super feliz, etc.

Que fase bonita...

E foi-se!

Era apenas uma fase, rapidamente percebemos que 4, todo o dia em casa, desarrumam e sujam, mais que dois, que os dias continuam a ter o mesmo número de horas e continuamos a precisar de dormir, que temos mais tempo uns com os outros, mas isso também significa muito menos tempo sozinhos, cada um com os seus botões e o seu próprio ritmo.

A seguir veio a frustração, afinal o tempo não dá para tudo, afinal não estamos todos bué felizes a fazer coisas lindas juntos e há uns dias em que umas vozes se elevam em tons que, desconfiamos até os vizinhos do outro quarteirão ouvem… E os putos estão nervosos, ansiosos, carentes, etc.

Mais uma fase que passou,

Definem-se rotinas, novas regras, distribuem-se tarefas por todos para não sobrecarregar sempre os mesmos e começa-se a perceber que temos que funcionar assim durante mais tempo, que talvez não seja tão passageiro assim.

Vêm as perguntas, as explicações possíveis para as diferentes idades, a compreensão e respeito pelo tempo e espaço de cada um (quando é possível), mais perguntas, menos explicações…

E houve também (ou talvez ainda haja) os dias do “estou quase a explodir!!!! não estou a fazer nada, não estou produtiva, está tudo a fazer bué cenas on-line, montes de coisas a acontecer nos Facebooks e Instagrams do mundo, e a minha capacidade de trabalho e criativa pufftt!!!!!”

Aqui entra a parte boa de não estarmos sozinhos, todos passam por este momento, alguns de forma mais persistente e duradoura, outros de forma regular, outros só mesmo às vezes, mas há sempre um que percebe, que se chega à frente e explica: “olha que não é bem assim, ontem fizeste isto, já fizeste aquilo hoje, amanhã já tens programado aqueloutro” e a coisa vai passando…

Por isso damos tanta importância às conversas e à partilha, distanciamento não pode ser isolamento, para bem da sanidade mental de todos!

E agora, passadas várias fases, começa a escola em casa!

A sério?!?! Agora que isto estava a equilibrar, (já tínhamos horários e rotinas definidas) toma lá mais novas responsabilidades para todos, toma lá mais competências parentais que nem sabias que devias ter, toma mais mais mil e uma possibilidades para te sentires culpado ou culpada por não conseguires que as tuas 24h do dia rendam as atividades de 48h.

Pronto, voltámos à fase da frustração, do “não sou capaz”, do “mas é suposto fazer tudo isto num dia só?”, do “como não sabes o que é um e-mail?” (sim que cá por casa partiu-se do princípio que os miúdos nascem a saber mexer no e-mail, gerir ficheiros, saber o que são aulas síncronas e plataformas de Internet), do “e ainda é suposto acreditar que vai ficar tudo bem?”

Pois é, preciso explicar melhor esta última fase: “e ainda é suposto acreditar que vai ficar tudo bem?”, é que juntamente com a escola em casa, também vem a perceção clara que o 3º período não vai trazer a retoma das atividades remuneradas da quinta, vamos continuar sem trabalho remunerado, afinal isto vai durar…

E vem novamente a p… da criatividade que não quer dar as caras e a inércia que vira grande amiga de mãos dadas com a culpa, porque nem estou a produzir nem estou a conseguir fazer tudo o que os miúdos precisam e a casa está o caos!!!!

Pronto, sair daqui não é fácil, mas tudo se faz.

Agora estamos numa fase que acho que está a correr melhor, estamos a aceitar…

Aceitar que perdemos o controle,
Aceitar que não temos de fazer tudo,
Aceitar que há dias bons e dias maus,
Aceitar que não sabemos como será daqui a uma semana.
Aceitar que não temos tudo, mas podemos fazer muito com o que temos.

E então, aceitando que atualmente este é o nosso dia normal, que não temos que cumprir à risca todas as propostas escolares, pois se é verdade que os professores estão a fazer um enorme esforço e um ótimo trabalho, também é verdade, que não conhecem, nem podem conhecer a realidade familiar e logística de cada um, portanto, faremos o que achamos que será o melhor considerando as nossas próprias condições.

Assim, resolvemos aplicar em casa, de uma forma mais consciente e focada, aquilo que teoricamente já defendemos e promovemos no nosso trabalho:



E para este novo equilíbrio foi fundamental a criação de algumas novas rotinas e tarefas:

Empatia – coisas tão simples como olhar nos olhos, falar com as crianças ao nível delas, tentar aceitar o seu ponto de vista, ouvir calmamente, permitir sentir a frustração e os problemas, ajudar a resolver, são coisas que sempre fizemos mas que tentamos agora estar mais atentos. A troca de tarefas e a entre-ajuda nas tarefas domésticas também tem ajudado a que cada um valorize mais o lugar do outro e o trabalho do outro.

Resiliência – todos nos ajudamos, mas também promovemos a autonomia e permitimos os erros, as quedas, as aventuras, porque sabemos que só caindo se aprende a levantar (ai os pratos e copos partidos, para aprender a levantar a mesa e lavar a loiça…).

Otimismo – Além do já habitual “bom dia, alegria!” ao chegar ao pequeno-almoço, agora instituímos uma rotina ao jantar que se mostrou ser muito útil: as 3 coisas boas do dia – todos os dias ao jantar um dos elementos da família começa a identificar as 3 coisas boas do seu dia, e convida todos os outros a fazer o mesmo. O resultado é muito interessante, porque acabamos por conversar sobre o nosso dia, e ouvir o mesmo dia por diferentes perspetivas (promovendo também o desenvolvimento de empatia), porque nos força e identificar o que aconteceu de bom, porque nos provoca uma reflexão individual, que permite um balanço e análise, mais ou menos profunda do dia, e por vezes, até conduz à definição de novos objetivos individuais e familiares. São momentos muito interessantes!

Bem-estar – aqui, somos uns privilegiados, vivemos no campo, estamos rodeados de espaço para explorar, com ar puro, animais e montes de atividades para fazer. Desde o tratar dos animais, até ao apanhar caracóis ou fazer a manutenção da horta, passando por andar de bicicleta ou simplesmente trepar às árvores, por aqui o bem-estar é feito do contacto com a natureza.

Responsabilidade – este é o verdadeiro grande desafio familiar, a responsabilidade partilhada, as tarefas partilhadas, e menos peso individual. É claro que há tarefas só dos adultos e outras só das crianças. A responsabilidade cá em casa, anda de mão dada com a autonomia, começámos por colocar um despertador que se ouve em toda a casa, que toca a horas-chave e mostra palavras-chave (como lanche da manhã, aulas de um, aulas do outro, almoço, lanche da tarde…). Este despertador foi uma aposta ganha, assim os pequenos da casa sabem a que horas têm de parar uma atividade e ajudam-se um ao outro a passar para a seguinte (a pequena não sabe ler, mas com a ajuda do mano mais velho, fica a saber o que deve fazer e se precisar de algum apoio prático, pede-lhe a ele ou vem pedir aos pais). Além disso, cada um de acordo com as suas próprias capacidades e motivações, as crianças passaram a participar nas tarefas domésticas, ajudam a lavar loiça, estender roupa, cuidar da horta, tratar dos animais, fazem refeições simples e assim a família é isso mesmo: uma família e não apenas um conjunto de pessoas que partilha o mesmo teto.

E sabem que mais?

Escrever este texto ajudou-me, ainda mais, a aceitar a realidade que tenho e diminuir o sentimento de culpa, por todas as coisas que não estou a conseguir concretizar enquanto profissional ou mãe.
É verdade que os meus filhos não estão a seguir à risca todas a orientações escolares, é verdade que a casa está um pequeno caos, é verdade que não estamos a brincar e fazer tantos jogos de tabuleiro como imaginámos, mas eles estão a crescer bem, responsáveis, autónomos, críticos, conscientes e felizes. Nós estamos num processo de reprogramação pessoal e profissional, que levará tempo, mas confiantes que nos levará a bom porto.

Espero que este texto também possa ajudar quem o lê, tal como me ajudou ao escrever.

Partilho também algumas fotografias das atividades que os pequenos da casa vão fazendo e aprendendo por estes dias:






Semear, transplantar, ver crescer para depois colher, o contacto com a Terra e permanente exercício de paciência, tão bom para perceber que nem tudo acontece num abrir e fechar de olhos.










O mais velho aprende a lavar a loiça, poupando água, e rentabilizando o detergente, alguns pratos e copos partidos depois, já vai sendo eficiente, uma bela ajuda! 





Contacto com os animais: ternura, empatia, afectos...



Todas as manhãs tratamos dos animais, a mais nova adora ir verificar se há ovos e o mais velho já leva os Burros com uma confiança e empatia lindas, conversam de manhã e ao recolher... 



Descascar favas, para ela não é um trabalho mecânico é uma história a cada fava, leva tempo, mas está entretida no seu mundo e quando chega ao fim é uma festa ver a taça cheia para o jantar…





“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!”

Charles Chaplin


ps – este texto foi escrito em quatro dias diferentes e não faz mal nenhum ;-)

sábado, 15 de setembro de 2018

Um bom ano lectivo 2018/2019 para todos!





“A educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo”

Nelson Mandela

É com este mote que este ano quero dar as boas vindas ao novo ano-letivo e, pela importância do ensino e da educação na formação de uma sociedade, este ano proponho que todos assumamos o compromisso de:

- Respeitar , valorizar e agradecer aos professores

Os seus, os dos seus filhos, os da sua família, todos!
Porque o trabalho de um professor é fundamental e decisivo na nossa vida e no nosso crescimento. Quem não teve um professor que o marcou positivamente? Quem não se lembra daquele professor que ensinou isto ou aquilo daquela maneira que ainda hoje usa? Quem não se lembra daquele professor inspirador ou motivante?
Sim, enquanto pais, por vezes damos por nós a não concordar com o professor, apetece-nos dizer-lhe que não temos tempo para tudo ou que não queremos aquela regra para o nosso filho, mas quando isso acontece, ou acontecer, sugiro que respire fundo, se lembre e contabilize o número de horas que aquele professor está com o seu filho e pense bem se essa discórdia pode pôr em causa todo o resto do trabalho, a relação professor-aluno e, se realmente acha que precisa de frisar uma posição, faça-o sim, mas através dos meios próprios e não em frente ao seu filho e dê-lhe o benefício da dúvida, tal como você, ele está a fazer o seu trabalho o melhor possível.

- Valorizar, apoiar e motivar o crescimento dos nossos filhos

É certo que não temos nem devemos ser explicadores dos nossos filhos, nem temos que entender o que eles aprendem, mas podemos estar disponíveis para ouvir atentamente o que nos explicam, podemos mostrar interesse no seu dia-a-dia, podemos valorizar todas as pequenas e grandes vitórias, estimular o cumprimento de horários, responsabilizar e promover as suas rotinas, fazer perguntas querendo ouvir as respostas.
Não precisamos de ter muitos meios ou muita disponibilidade, mas se usar-mos o que temos para mostrar que estamos ali, que queremos que cresçam mais e melhores e proporcionar-nos as oportunidades para decidirem o seu rumo, então estaremos a contribuir para que cresçam felizes e realizados, logo estaremos a contribuir para uma sociedade mais justa e equilibrada.

- Aprender, crescer e mudar o que for necessário em nós próprios

Porque cada um de nós faz parte deste mundo onde vivemos, porque vivemos em sociedade, porque todas as nossas ações têm consequências e porque, em ultima instância, estamos sempre a dar um exemplo a alguém, devemos procurar ser honestos e coerentes connosco próprios, se nos preocuparmos mais com o que pensamos de nós e menos com o que os outros vão pensar, se procurarmos ser, nas nossas atitudes e opções diárias, fiéis aquilo que defendemos então seremos plenos e seremos também capazes de reconhecer os nossos limites, as nossas imperfeições e mudar, porque mudar é crescer e mudar para melhor é evoluir...

Um bom ano para todos!

“...Muda, que quando a gente muda
o mundo muda com a gente
a gente muda o mundo
na mudança da mente
e quando a mente muda
a gente anda pr'a frente...”

Gabriel o Pensador


quarta-feira, 11 de abril de 2018

As mil e uma actividades do G.


Já aqui falei em tempos, da importância do ensino artístico e da diferença que sinto que faz os meus filhos terem contacto com a música desde muito cedo.

Hoje quero falar-vos da questão das mil e uma atividades extra-curriculares:

Muitas vezes os meus amigos e parceiros destas aventuras (levar e buscar meninos às suas atividades), comentam comigo, por vezes até mostrando alguma preocupação, que “coitado do rapaz, nem tem tempo para respirar, com tanta atividade”, ou “não achas demais?” ou ainda “Vai continuar com isso tudo sempre?”.

Pois é, o meu G. está no Conservatório de Música de Olhão onde tem formação musical, classe de conjunto, violino e, este ano, orquestra, pratica Judo e Vela, e sabem que mais?

Tem tempo para brincar!

Durante a semana o G. mal tem tempo para fazer os trabalhos de casa, não há tempo para ipads e ver televisão é em momentos de 5 minutos, se se despachar rápido de manhã ou jantar mais depressa que o costume.

Ao fim de semana tem a vela, que só vai num dos dias (podia ir sábado e domingo, mas nós optamos por ir apenas uma vez por semana), e aí sim, tem tempo para brincar, e brinca. Joga o seu ipad, vê um filme (geralmente depois da vela porque vem cansado e quer sofá), brinca com a irmã, anda de bicicleta ou skate, faz legos, e joga outros jogos, sozinho ou connosco, conforme é possível e lhe apetece.

Mas nem tudo é perfeito, e por vezes há picos muito exigentes para esta idade, em que eu, enquanto mãe, questiono tudo!

Quando numa mesma semana, há competição de Judo, fichas de avaliação na escola, audições de violino e treino de vela, fica complicado garantir o tempo de brincar, é preciso um esforço extra, e depois vem o cansaço, os nervos, os erros porque se está sob pressão e a mãe e o pai que só querem ajudar, ainda pressionam mais um bocadinho e a semana parece tão pequena que custa, custa a todos!

Mas depois, perguntamo-nos porque fazemos tudo isto, porque o nosso filho tem tanta coisa e nós achamos possível conciliar tudo, porquê?

Porque a realidade é que só há uma ou duas semanas de caos, porque no resto do ano letivo ele acima de tudo diverte-se e é feliz, porque está a crescer com responsabilidade, valores e princípios, porque todas estas atividades lhe fazem bem à saúde física e psicológica!

Já vos falei da música, agora quero falar-vos do Judo e da Vela. 

O meu filho pratica Judo com a Academia de Judo de Faro, e vela com o Ginásio Clube Naval de Faro, e em ambos estes sítios o desporto é praticado para a promoção do desenvolvimento integral das crianças, nestas duas instituições respeita-se o ritmo e a vontade de cada um, não existe e nunca senti pressão para a competição ou respetivos resultados.
Quer no Clube Naval, quer na Academia de Judo, sempre tive treinadores disponíveis para me ouvir e ouvir as minhas preocupações relativamente ao desenvolvimento do G.. Além de serem treinadores, são pessoas com valores que realmente se preocupam com o desenvolvimento das crianças com quem trabalham, para estes professores, mais do que treinar as crianças no seu desporto, é importante fazer parte da vida delas, é importante vê-los felizes e realizados. Assim, quando coloco a questão se o G. deve ir à regata ou à competição, se está preparado, se este momento competitivo não vai afetar resultados escolares, sinto que as minhas preocupações são ouvidas e já não é uma nem duas vezes que recebo dicas e sugestões para ajudar o meu pequeno com dificuldades escolares.

E além de tudo, sinto que a prática de exercício físico, o treino regular aliado a princípios e valores nos quais me revejo, fazem do meu G. um miúdo mais capaz, aumentaram significativamente a sua auto-estima e auto-confiança e fazem-no crescer mais saudável, até lhe aumenta o apetite ;-)

Para terminar, não consigo deixar de partilhar a parte melhor, depois de um final de segundo período de caos, com fichas de avaliação, competição de judo, audições, quando eu estava super apreensiva com os resultados escolares, eis que o G. tem excelentes notas quer na escola quer no conservatório, mesmo depois de um segundo lugar numa competição de Judo fora da sua cidade, o puto surpreendeu tudo e todos, deixou-nos super orgulhosos e depois destes resultados, as dúvidas de que falei anteriormente foram-se.

Quanto à questão, “Vai continuar com isso tudo sempre?”

Não sabemos, o futuro o dirá, mas enquanto sentir-mos que ele quer e que isso o faz feliz, sim vai continuar...

Muito Obrigada, aos treinadores aqui referidos (que sabem quem são), a toda a equipa do Conservatório de Música de Olhão e ao excelente professor da escola (que tem um papel fundamental em todo este processo formativo e muitas vezes nos esquecemos de valorizar).




“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!”

Charles Chaplin

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Voluntariado: dádiva e bem-estar pessoal



Sempre achei que devemos lutar por tudo o que acreditamos, por isso, sempre tive uma vida socialmente ativa, quer através da participação em movimentos associativos e/ou partidários, quer no envolvimento em momentos de luta na defesa de direitos que considero fundamentais.
De certo modo, penso que a minha mudança de vida (sair da grande cidade onde dava aulas em escolas públicas e privadas, para vir abrir uma quinta pedagógica de dimensão familiar assente em valores e princípios que considero fundamentais), é também o reflexo disso mesmo, de uma necessidade de fazer aquilo em que acredito, ser fiel aos meus princípios e promover uma educação com regras, respeito, consciência cívica e ambiental.

Gosto muito do meu trabalho...

Sinto-me realizada todos os dias e mesmo quando sinto que não consigo fazer tudo o que queria ou chegar a tantos quantos gostaria, não penso em desistir, penso em novas formas de o fazer, em modos de melhorar, quer a mensagem pedagógica quer as formas de concretização das mesma.

Para passar uma mensagem, para ajudar a construir algo melhor, tenho que estar bem!

Por isso, e porque não tenho propriamente um horário de trabalho pré-definido, nem dias de descanso fixos (pois como sabem, trabalho durante a semana com visitas e terapias e aos fins de semana e feriados com terapias, festas e o que vai surgindo, além da rotina diária de manutenção da quinta...), decidi já há algum tempo, tirar um dia para mim. Uma vez por semana tenho um dia para cuidar de mim, um dia para fazer bem a mim.

E o que faço no meu “dia de mim”?

Poderiam pensar que será o dia em que fico na cama até mais tarde, ou que aproveito para pôr a casa em ordem, ou ainda que aproveito para ficar no sofá a ver qualquer coisa na televisão ou navegar na internet...

Nada disso!

O meu dia de mim, é um dia com horários como todos os outros, com rotina e compromissos, mas é o dia em que cuido da alma, pratico Yoga, tenho um tempo reservado para “café com amigos”, almoço em família, escrevo ou pinto e faço voluntariado.
Sim, dedico duas horas do meu dia a trabalhar voluntariamente!
Trabalho e não me pagam, faço isto de forma regular, não só porque acredito na causa (neste caso, o combate ao desperdício alimentar, aproveitando para garantir a alimentação a quem dela precisa) mas também porque isso me faz bem.
O trabalho voluntário tem essa coisa boa que é o facto de que todos os que o fazem o fazem de livre e espontânea vontade, sem pressões e sem contrapartidas.

Sou voluntária no Re-food...

E adoro aquelas duas horas, são apenas duas horas semanais que me fazem sentir mais útil à sociedade, onde conheço pessoas novas e vou aprendendo a lidar com diferentes feitios e formas de trabalhar, onde faço o que é preciso quando é preciso, onde é tão importante lavar loiça, como “passear” de bicicleta ou preparar refeição equilibradas para famílias distintas com gostos e intolerâncias diversas.

E com tudo isto, com a mudança de estilo de vida, com o trabalho voluntário, com as voltas que as vidas vão dando à minha volta, cada vez compreendo mais e me faz mais sentido um dos princípios (Niyama) do Yoga - “Ísvara Pranídhana”, que significa em português (espero não estar a cometer nenhum erro ou incorreção) o desapego do resultado das ações, ou como dizia muitas vezes uma muito querida professora de Yoga, “é o dar sem esperar receber nada em troca”.
E cada vez me faz mais sentido, porque cada vez mais sinto que quando faço as coisas, de livre e espontânea vontade, porque acredito no que estou a fazer, porque me faz sentido ou simplesmente porque me apetece, as coisas correm melhor e ganham uma importância diferente. Digamos que, quando fazemos algo porque realmente acreditamos no que estamos a fazer e não simplesmente porque justifica o nosso ordenado ao fim do mês, o nosso empenho é diferente, o esforço é diferente e quando algo corre mal, conseguimos mais facilmente relativizar, olhar à volta e encontrar o erro (ou não), compreender que se calhar não era exatamente aquilo que devíamos fazer, ou daquela forma e acima de tudo quando fazemos sem esperar reconhecimento, ou tentando criar o mínimo de expectativas possível, quando as coisas acontecem, quando há um reverso da medalha e a vida nos corre bem, sabe tão bem!!!!


“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!”

Charles Chaplin

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Temos um “Piscineiro” 5 Estrelas!


Pois é, agora no Verão um dos grandes atrativos da Lura é a bela da piscina!
Quer nas festas de aniversário, quer nas visitas lúdico-pedagógicas a piscina é sempre um ponto alto.

Mas maior parte dos nossos amigos, clientes, utilizadores, não faz ideia das horas de trabalho, dos custos e da ginástica que está por trás de uma piscina limpinha, com a água brilhante e luzidia, sem folhas ou pó no fundo (e mesmo assim, esta é uma batalha que por vezes se perde).

E quando o filtro entope? E quando temos tantos utilizadores que se forma toda uma mancha de acumulação do protetor solar nas paredes? E quando de repente nada funciona e parece que a água virou lama?

Como o próprio diz:

“Ligas aqui ao Piscineiro, ele vem e resolve!”

E é verdade, às vezes até refila, diz que isso dos milagres não é bem com ele, mas tudo se resolve, umas vezes mais rápido, outras vezes com um pouco mais de paciência ou investimento, mas sempre com boa vontade e disponibilidade, tudo se resolve.

E o que eu mais gosto, é que trabalhamos em equipa e vamos aprendendo com os erros de uns anos para os outros, vamos adaptando cada vez melhor a gestão da piscina à respetiva afluência e tomamos decisões juntos, prevendo e prevenindo os berbicachos com informação de ambas as partes (quem realmente percebe dos tratamentos da água rotineiros e quem sabe quantas crianças ou adultos vão utilizar a piscina a cada semana).

E a parte melhor, é que o “piscineiro” também é jardineiro, e se a piscina é um pequeno filme manter impecável, a relva é outro!

Mais uma vez, com coordenação e trabalho em equipa tudo funciona melhor!

Falta ainda um outro pormenor, ele não anda sozinho, muitas vezes traz consigo uma voz da experiência (seu pai) que com o seu simples “saber de experiência feito”, a sua calma e tranquilidade, dá a sua opinião e ajuda tornando tudo mais fácil e rápido. Formam uma equipa eficiente!

Ups, esquecia-me de o identificar, falo-vos de Diego Brito!


Bom Verão para todos!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Já vos falei do meu braço direito?

Penso que não, e hoje quero falar!

Quero falar-vos da minha primeira ajudante e trabalhadora da Lura, a Adriana.

A Adriana começou a trabalhar na Lura assim que começámos, se não foi logo na primeira festa realizada, foi muito perto disso.

É, tal como eu, uma miúda jovem (bem, falando a verdade um pouco mais jovem, digamos que tens uns filhos a menos...) que gosta muito de trabalhar com crianças, que cresceu neste campo maravilhoso, com a vivência do contacto com os animais e com a natureza, e isso nota-se em quase tudo o que faz.
É despachada, expedita e simpática.
Quando começou a trabalhar aqui na Lura, tinha as suas inseguranças e medos, mantinha uma postura um pouco mais séria (às vezes é fácil confundir, profissionalismo e competência com uma cara fechada) mas rapidamente ganhou confiança no seu próprio trabalho, desenvolveu a iniciativa , o espírito critico e criativo e agora, agora já é muito mais que um braço direito no meu trabalho.

Já passaram por cá outras caras, outras vidas, alguns deram uma ajuda pontual, outros fazem trabalhos igualmente importantes mas mais sazonais e a Adriana, ela mantém-se por aqui desde o inicio, para saber o porquê exato terão de lhe perguntar a ela, mas eu gosto de pensar que é porque gosta tanto disto, quanto eu!

As condições de trabalho nem sempre são as melhores, são as que conseguimos dar, mas quando se gosta do que se faz, tudo o resto vale a pena.

Trabalhar assim dá gosto!

Pois é, a Adriana está à vontade, conhece todos os cantos à casa, já domina todas as rotinas (até as que ainda não o são) e ultimamente, quando eu estou um pouco mais cansada ou sem capacidade criativa (que por vezes acontece) ela toma iniciativa, faz propostas, avança com atividades, e quando eu ainda estou a pensar “eh pah, para onde vamos agora?” já ela avançou ou me fez sinal para dar uma indicação precisa na hora H.
Em visitas de estudo ou festas de aniversário, o nosso trabalho completa-se, ela lembra-se de coisas com os mais pequenos que por vezes eu não tenho na memória (como os ritmos e rotinas de infantário, idas à casa de banho, hora da bolachinha, etc.) e eu tenho mais à vontade para falar, exemplificar e explicar, ela adora fazer pinturas faciais, eu faço mais balões

E além de tudo isto, desta relação de trabalho que só por si já é maravilhosa,
somos amigas.

Daquelas amigas que se lembram que a outra está sem comer há demasiadas horas, que preparam o café quando a outra está mesmo a precisar, que ficam a fumar o cigarrinho quando tudo termina só para desabafar um pouco, sobre o resto das nossas vidas...

E pronto, não vou continuar pois corro o sério risco de começar a raiar o lamechas.

Só quero deixar a minha moral da história:

É muito bom, quando estamos rodeados das pessoas certas!


Obrigada Adriana, por estares e quereres estar aqui!

Obrigada a todas as outras pessoas certas por estarem presentes aqui e/ou na minha vida!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Todos os bairros deviam ter um “Ti Firmino”!



Hoje venho falar de pequenos fazedores de milagres, de comerciantes que fazem muito mais do que vender.

Tenho que começar este artigo por referir um primeiro personagem, que fará parte desta história, por ter marcado o meu tempo de faculdade – O Sr. António – que era o talhante do bairro para onde fui viver sozinha essa aventura de tirar um curso superior.
O Sr. António, era efetivamente um Senhor. Foi com ele que aprendi a reconhecer as diferentes partes do porco, da vaca e outras carnes, a conhecer-lhes os nomes e a perceber o que sai mais barato e é igualmente bom. Foi naquele talho que partilhei receitas e foi ali que pela primeira vez comecei a reparar na importância que este pequeno comércio tem na vida social de um bairro. Aquele talho era um ponto de encontro; uma paragem para o velhote que vai cansado de subir a rua; o local da fofoca, mas também da solidariedade. O Sr. António conhecia o bairro inteiro, e, se a Sra do 3º esquerdo não aparecia à hora do costume, ele perguntava à vizinha se estaria tudo bem e se a resposta não fosse satisfatória, na primeira oportunidade ia lá bater à porta...

Agora estou em Faro e fiquei muito contente por saber que, também aqui, há um merceeiro de bairro, que tem este papel (possivelmente haverá mais, mas este é o que já conheço).
Passo a apresentar, é o Valter Firmino da mercearia “Ti Firmino” na Rua Ataíde Oliveira, conheço há pouco tempo e não sou uma cliente muito assídua, pois não vivo na cidade, quem é a cliente semanal é a minha mãe que mora bem perto.
Nesta loja além de se vender fruta de qualidade diretamente do produtor, também há este atendimento especial que só existe neste pequeno comércio de bairro.
Aqui, guardam-se aquelas bananinhas que “eu sei que a sua neta gosta” (bananas algarvias, tão, tão boas que depois destas a minha filha quando vê bananas grandes, diz “na é detas”), telefona-se a avisar que “hoje vou ao fornecedor buscar aquele presuntinho bom, quer que traga para si também”, e para mães solteiras que não têm tempo para ir ao supermercado, ou avós que já não podem sair todos os dias, vai entregar à porta, dá dois dedos de conversa e ainda leva o peixinho da loja ao lado se for preciso!

É por isto que digo, devia haver um “Ti Firmino” em todos os bairros.

Em vez das grandes superfícies e dos preços baixos que escondem (ou nem isso) a exploração humana e falta de condições de trabalho, vamos comprar nos “Sr. António”, nos “Moreno”, no “Zé da esquina” e “Ti Firminos” dos nossos bairros, sim talvez paguemos, por vezes, um pouco mais, mas ao fazê-lo estamos a garantir que estes serviços, estas pessoas, estes mimos não deixam de existir, estamos a valorizar um comércio mais humano, mais justo e assim também a fazer parte de uma sociedade mais humana.

E no seu bairro há um “Ti Firmino”?

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Conhecer os símbolos, comprar consciente


Olá a todos!

Cada vez mais tenho preocupações ambientais e de respeito pela Humanidade.

Procuro no meu dia-a-dia ser coerente com o que defendo, quer na educação ambiental que promovemos aqui na Lura, quer em momentos de debate, apresentações ou mesmo nas conversas entre amigos. Mas por vezes não é fácil.

A sociedade de consumo em que vivemos e a forma como as grandes multinacionais nos fazem chegar produtos mais baratos aos supermercados, por vezes, torna difícil comprar com a consciência de que o que estamos a comprar baratinho, não resulta de exploração humana, de produção massiva ou monocultura intensiva (com consequências ambientais devastadoras) ou da utilização de produtos altamente tóxicos e nocivos para o meio ambiente.

Com o tempo, esta preocupação permanente, aliada a algum espírito critico e capacidade de observação, têm-me dado a conhecer e conduzido à procura símbolos que me transmitem informação e alguma confiança no que estou a consumir. Não é que eu só consuma produtos com estas referências ou que altere significativamente os meus hábitos para ir ao encontro destes rótulos.
Aliás, continuo a defender e a preferir os produtores locais e a acreditar que não há melhor que conhecer quem nos vende a fruta e os legumes para saber que são bons e que não foram apanhados verdes há um mês atrás.
Simplesmente, quando vou a um supermercado, passei a reconhecer determinados símbolos e a tomar a decisão do que comprar com mais esta ferramenta informativa.

E como acho que a informação que me é útil é para partilhar, aqui ficam alguns destes símbolos e o seu significado:



Esta certificação garante que o produtos, que são acompanhados deste a sua produção até ao local de venda, são produzidos, distribuídos e embalados de um modo sustentável. Para conseguir esta certificação, os fornecedores têm de seguir um código de conduta que garante um acompanhamento técnico para melhorar os métodos de cultivo, condições de trabalho e respeito pela natureza, o que leva a melhores práticas de produção, melhor meio ambiente e melhores condições de vida.

 

Aqui o importante é a “troca justa”, desde o mais indiferenciado trabalhador até ao dono da exploração. O que se certifica é que, ao longo de toda a cadeia de produção, todos recebem uma parte justa dos rendimentos dos bens produzidos.







Esta é uma organização não governamental sem fins lucrativos que pretende garantir a preservação da biodiversidade e sustentabilidade das florestas. Segundo os próprios, este símbolo é um símbolo de sustentabilidade ambiental, social e económica, que pode ser encontrado em produtos de origem agrícola e/ou florestal em todo o mundo.





Florestas para Todos para Sempre
“A Certificação FSC dá aos consumidores a garantia que os produtos que compram são provenientes de fontes responsáveis, que apoiam a conservação dos espaços florestais, permitindo que o mercado possa ser um incentivo para uma melhor gestão florestal.” Aqui é possível ver três tipos de rótulo:
- 100% - que nos indica que toda a madeira utilizada provem de florestas certificadas.
- Recycled – que nos indica que a madeira ou papel utilizado é reciclada.
- Mix – que nos indica que 70% da madeira ou papel provem de florestas certificadas ou é reciclada e os restantes 30% provêm de florestas controladas (não sendo certificadas, garante-se que não provem de exploração ilegal, de desrespeito pelos direitos humanos, de áreas protegidas, de organismos geneticamente modificados, etc.)

 

Este é um certificado europeu para garantir que o produto tem um impacto ambiental mínimo, mantendo a qualidade desejada. Também aqui, para que o produto seja certificado, toda a cadeia de produção, distribuição, venda e consumo tem de cumprir critérios de respeito pelo meio ambiente, inclusive, todas as embalagens destes produtos devem ser recicláveis.



 
 
Este é também um símbolo europeu, que nos assinala um modo de produção que visa produzir fibras têxteis e alimentos de elevada qualidade e saudáveis, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola. 
 



E, posto isto, boas compras!







Para quem quiser saber mais sobre algum destes símbolos ou certificados deixo também os principais links que utilizei para juntar esta informação.
















segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Uma mensagem de Natal, do coração...



Este Natal escrevo com toda a minha honestidade.

Eu até gosto do Natal, gosto dos doces, da família reunida, da árvore de natal, de abrir as prendas, mas confesso, não gosto muito do que fizemos ao natal. Digo fizemos um pouco zangada, porque me estou a referir a uma sociedade, na qual me incluo mas em que cada vez menos me revejo, a sociedade do consumo.
Com a desculpa do fazer o bem, da partilha e da solidariedade, nesta época cada vez mais nos sentimos a obrigados a dar, brinquedos, lembranças, prendas de todo o género o mais materiais possíveis e é aqui que eu me revolto. Sou contra!

Partilha sim! Mas não material.

Vamos lá ser fieis a nós próprios. Os tempos não estão fáceis para ninguém, e se o objetivo desta quadra natalícia é o bem estar comum, porque havemos de estar tão preocupados com presentes para cada elemento da família (mesmo para quem sistematicamente não aprecia os presentes que recebe) em vez de garantirmos que estamos bem connosco e com quem mais gostamos.

Porque não aproveitar estas férias, não para ir às compras, mas para jogar jogos diferentes?

Por aqui, já tive anos em que fiz presentes eu própria para todas as crianças da família, já ofereci pequenas sugestões simbólicas aos adultos e apenas prendas às crianças e este ano também optei por oferecer apenas uma sugestão sustentável a cada familiar, porque acredito que vale mais uma sugestão ou um ideia que se “planta” de um ano para o outro, do que um brinquedo ou coisa parecida que cairá no esquecimento em breve.

Assim, este natal deixamos algumas dicas:

Se vai mesmo comprar presentes – compre local, escolha produções locais e nacionais, opte por coisas duradouras que enriquecem quem as recebe, cultural ou educativamente;

Ofereça tempo e disponibilidade – nos tempos que correm não temos muito, exatamente por isso, temos de fazer um esforço adicional de organização pessoal, ligue aquele amigo que não vê há muito tempo, mate saudades de quem está longe, vá visitar quem está perto;

Aproveite ao máximo os que estão por perto – curta o natal com quem está, é bom lembrar quem falta, mas nostalgia em excesso também se torna indigesto e como já dizia Fernando Pessoa “a tristeza é uma forma de egoísmo”;


E pronto, afinal são só três pequenas sugestões, que escrevo a quem quiser ler e como lembrete para mim também.

Um Bom Natal para todos!

Boas Férias!


Atenção: assumir honestamente perante toda a família e amigos que não se oferecem prendas ou que se opta pela diferença, pode ter consequências duradouras (pode levar a sermos rotulados de “maluquinho da família” ou coisa parecida), deve estar consciente da sua opção antes de começar, depois ganha-lhe o gosto e um dia descobre que é feliz assim.