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domingo, 22 de agosto de 2021

Atelier da Natureza – os tempos livres, ao ar livre na Lura!

O ano letivo vai começar em breve, e nós estamos a preparar tudo, para um regresso saudável e feliz!

Depois de mais um sucesso das Férias em Natureza, já estamos a preparar tudo para receber as crianças do 5º ao 9º ano de escolaridade, no nosso conceito de tempos livres

 - O Atelier da Natureza! -

O Atelier da Natureza é possibilidade de crescer de forma plena e consciente em contacto com a Natureza e os animais. É trabalhar o bem-estar e a responsabilidade (individual e coletiva), procurando o desenvolvimento integral enquanto ser humano e social, sabendo que o sucesso académico resultará do sucesso de cada um.


- Como?

  • Com atividades ao ar livre

  • Apoio ao estudo e à organização pessoal das tarefas

  • Participação nas atividades da quinta e realização de atividades em conjunto (atividades de construção e melhoria dos espaços, em que cada criança poderá “deixar a sua marca” e contribuir para um trabalho coletivo) 

  • Uma oficina, aula ou palestra diferente em cada mês, com convidados diversos para abrir horizontes e conhecer o mundo!

- Quais os valores e princípios base?

  • Educação Positiva

  • Educação Emocional

  • Inclusão e valorização da Diferença

  • Ecologia e Sustentabilidade

  • Cidadania e Liberdade

  • Autonomia e Responsabilidade, individual e coletiva

- Para quem?

  • Para todas as crianças do 5º ao 9º de escolaridade.

  • Grupo único com um máximo de 16 participantes.

  • Transporte garantido para crianças de escolas em Faro e/ou em Olhão.

- Quando?


De segunda a sexta-feira, período da manhã entre as 8h e as 13h ou entre 14 e as 19h, de acordo com o horário escolar dos inscritos.

A nossa organização dependerá dos horários de cada participante, pelo que a proposta que apresentamos poderá ser ajustada.

- Quais os preços?

  •  5 tardes ou manhãs por semana – 140€ por mês

  • 4 tardes ou manhãs por semana – 120€ por mês

  • 3 tardes ou manhãs por semana – 100€ por mês

  • 2 tardes ou manhãs por semana – 80€ por mês


10% de desconto para irmãos.

Condições especiais para crianças que se façam acompanhar de técnicos especializados e/ou com acompanhamento por instituições especializadas, mediante a criação de acordos de parceria. 


- Transporte de ida e volta incluído!


Já temos carrinha e motorista para o transporte coletivo de crianças, no preço final está incluído o transporte das crianças da escola para a Lura e da Lura para casa (de acordo com a localização das casas das crianças inscritas poderá justificar-se a criação de pontos de encontro comuns, tal será articulado com os respetivos encarregados de educação de forma a encontrar a melhor solução para todos).

- Qual a composição da equipa que irá trabalhar neste atelier?

Sara Vítor – Professora de Física e Química, criadora e coordenadora da Lura, apaixonada pelos animais e pela Natureza, com formação e prática em Asinoterapia (terapia com Burros), com pós graduação em Ensino Especial; sempre com vontade de fazer mais e melhor, com muita convicção de que um mundo melhor é possível e depende de todos nós!

Adriana Nobre – Técnica de Ação Educativa com a mesma paixão pelos animais e pela Natureza, com formação em atividades assistidas com Burros, vasta experiência no trabalho com crianças de todas as idades, muito amor para partilhar; esforço, dedicação e responsabilidade são o que a torna tão profissional e competente.

Gonçalo Vítor – Mestre em Química Tecnológica e dos Materiais, cientista, agrónomo e autodidata. É o responsável pela manutenção das infraestruturas da Lura, explicador de Química, Física e Matemática. Não estará diretamente envolvido neste atelier, mas acreditamos que a sua presença frequente na Lura, o seu conhecimento e a sua disponibilidade para ajudar e partilhar sabedoria serão mais-valias que não iremos desperdiçar.

- Quando começa?

 No primeiro dia de aulas de cada uma das crianças inscritas!

Assim que tenhamos os horários escolares definidos e garantidas as condições práticas, logísticas e de segurança, iniciaremos com todo o gosto, dedicação e profissionalismo de quem gosta e acredita no que faz.

Estaremos em contacto consigo, durante todo o processo de organização.

- Como posso inscrever o meu educando?

Através do preenchimento do formulário on-line, aqui. 

Os nossos contactos: 

93 161 79 94 ou aprendernaturalmente@gmail.com


Temos orgulho no que fazemos e fazemo-lo com gosto.

Por isso somos felizes e isso transmite-se a cada um dos nossos visitantes.

quinta-feira, 18 de março de 2021

🌳Férias em Natureza🌳 - Verão 2021

Campo de férias na Lura – de 12 de Julho a 27 de Agosto!




Horário: das 8h até às 19h (receção entre as 8h e as 9h, atividades a decorrer entre as 9h30 e as 17h30, fecho às 19h).


Idades: dos 6 aos 14 anos


Preço: 100 € toda a semana.



Inclui almoços e dois lanches por dia, refeições equilibradas, saudáveis, saudáveis e saborosas resultantes da parceria com a Nutriviva e com o Vasco Prudêncio que nos garantem a confeção diária, privilegiando a produção local e biológica.



Inscrição on-line através de formulário, aqui.  


O que vamos fazer:

Interação e contacto com os animais

Atividades temáticas diárias dinâmicas e criativas

Atividade construtiva em grupo – vamos deixar uma marca na Lura !

Observação da natureza

Piscina

Oficinas criativas com convidados surpreendentes!


O que vamos promover e desenvolver:

Autonomia;

Sensibilização ambiental;

Dieta mediterrânica e estilo de vida saudável;

Valores e princípios como o respeito, a empatia, ecologia, sustentabilidade;

Competências sociais, emocionais e motoras.


O que é necessário trazer:

- Alegria, boa disposição e motivação!

- roupa e calçado confortável,

- garrafa de água reutilizável identificada,

- mochila com o que é necessário para a piscina,

(toalha, fato-de-banho, braçadeiras se necessário, chinelos, óculos de natação)

- protetor solar já colocado e para reforçar ao longo do dia.


Estamos à vossa espera!

Até breve! 

sábado, 2 de maio de 2020

Voltamos as abrir as portas da nossa Lura para si...

Olá a todos!

Temos uma mensagem para a sua família:



Somos um espaço, ao ar-livre, de aprendizagem e crescimento para todos.

Durante o tempo de maior confinamento das famílias em casa, mantivemos a actividade, cuidando da nossa horta e dos nossos animais, fazendo melhorias nas estruturas e espaços...

Agora, estamos muito felizes por anunciar que podemos voltar a receber-vos!

Começando por pequenos passos, a 4 de Maio, abrimos as portas para as visitas família.

Faremos visitas, apenas com marcação prévia - que pode ser feita por telefone (931617994) ou por email (aprendernaturalmente@gmail.com) - com a duração máxima de uma hora e meia, garantindo o tempo entre visitas necessário para a limpeza de espaços e as condições de bem-estar dos nossos animais. Teremos à disposição pontos de água e sabão para a lavagem das mãos, e teremos em atenção todas as recomendações da D.G.S. relativas ao distanciamento social e prevenção de contágio.

Nestas visitas vamos partilhar a nossa alegria de viver no campo, promover a interacção com os animais, o contacto e respeito pela natureza, haverá tempo e espaço para pequenos e graúdos desfrutarem de diversas sensações e estímulos.

Vamos brincar juntos?

Até breve!

terça-feira, 28 de abril de 2020

Reencontrando o nosso equilíbrio

Olá a todos,

Obrigado por lerem as minhas palavras.

Hoje quero falar-vos de: miúdos com escola em casa, trabalhos de manutenção de uma quinta, trabalhos de manutenção da casa, estudos dos adultos (cá em casa também temos disso), projetos, criatividade (ora vem, ora vai), inércia (essa grande amiga), rotinas, horários, tarefas (cumpridas, por cumprir e que aumentam todos os dias), refeições, exercício físico, aulas de ballet, pintura, leitura…

Perdoem-me todos os que neste momento mantêm um trabalho fora de casa e que lidam com todos os constrangimentos deste nosso momento global, a quem muito agradeço, mas confesso que por vezes invejo…

Pois é, a inconstância da vida de repente resolveu mostrar-nos que não controlamos tudo e que é preciso mudar, a nossa realidade mudou de repente e “sem aviso, nem pré-aviso da coisa” (Eu oiço esta frase na minha cabeça, na voz da Maria João com o Mario Laginha, música "Sete Facadas").

Por cá, na nossa Lura, passámos por várias fases, pelo deslumbramento de achar que era espetacular ter os miúdos em casa a tempo inteiro, que sem as habituais atividades profissionais, íamos ter tempo para brincar muito mais (pensámos isso, nós e eles), que a casa ia ficar muito mais arrumada, que ia haver tempo para a roupa, para refeições super especiais, para brutais serviços de limpeza e manutenção da quinta com toda a família a trabalhar colaborativamente e super feliz, etc.

Que fase bonita...

E foi-se!

Era apenas uma fase, rapidamente percebemos que 4, todo o dia em casa, desarrumam e sujam, mais que dois, que os dias continuam a ter o mesmo número de horas e continuamos a precisar de dormir, que temos mais tempo uns com os outros, mas isso também significa muito menos tempo sozinhos, cada um com os seus botões e o seu próprio ritmo.

A seguir veio a frustração, afinal o tempo não dá para tudo, afinal não estamos todos bué felizes a fazer coisas lindas juntos e há uns dias em que umas vozes se elevam em tons que, desconfiamos até os vizinhos do outro quarteirão ouvem… E os putos estão nervosos, ansiosos, carentes, etc.

Mais uma fase que passou,

Definem-se rotinas, novas regras, distribuem-se tarefas por todos para não sobrecarregar sempre os mesmos e começa-se a perceber que temos que funcionar assim durante mais tempo, que talvez não seja tão passageiro assim.

Vêm as perguntas, as explicações possíveis para as diferentes idades, a compreensão e respeito pelo tempo e espaço de cada um (quando é possível), mais perguntas, menos explicações…

E houve também (ou talvez ainda haja) os dias do “estou quase a explodir!!!! não estou a fazer nada, não estou produtiva, está tudo a fazer bué cenas on-line, montes de coisas a acontecer nos Facebooks e Instagrams do mundo, e a minha capacidade de trabalho e criativa pufftt!!!!!”

Aqui entra a parte boa de não estarmos sozinhos, todos passam por este momento, alguns de forma mais persistente e duradoura, outros de forma regular, outros só mesmo às vezes, mas há sempre um que percebe, que se chega à frente e explica: “olha que não é bem assim, ontem fizeste isto, já fizeste aquilo hoje, amanhã já tens programado aqueloutro” e a coisa vai passando…

Por isso damos tanta importância às conversas e à partilha, distanciamento não pode ser isolamento, para bem da sanidade mental de todos!

E agora, passadas várias fases, começa a escola em casa!

A sério?!?! Agora que isto estava a equilibrar, (já tínhamos horários e rotinas definidas) toma lá mais novas responsabilidades para todos, toma lá mais competências parentais que nem sabias que devias ter, toma mais mais mil e uma possibilidades para te sentires culpado ou culpada por não conseguires que as tuas 24h do dia rendam as atividades de 48h.

Pronto, voltámos à fase da frustração, do “não sou capaz”, do “mas é suposto fazer tudo isto num dia só?”, do “como não sabes o que é um e-mail?” (sim que cá por casa partiu-se do princípio que os miúdos nascem a saber mexer no e-mail, gerir ficheiros, saber o que são aulas síncronas e plataformas de Internet), do “e ainda é suposto acreditar que vai ficar tudo bem?”

Pois é, preciso explicar melhor esta última fase: “e ainda é suposto acreditar que vai ficar tudo bem?”, é que juntamente com a escola em casa, também vem a perceção clara que o 3º período não vai trazer a retoma das atividades remuneradas da quinta, vamos continuar sem trabalho remunerado, afinal isto vai durar…

E vem novamente a p… da criatividade que não quer dar as caras e a inércia que vira grande amiga de mãos dadas com a culpa, porque nem estou a produzir nem estou a conseguir fazer tudo o que os miúdos precisam e a casa está o caos!!!!

Pronto, sair daqui não é fácil, mas tudo se faz.

Agora estamos numa fase que acho que está a correr melhor, estamos a aceitar…

Aceitar que perdemos o controle,
Aceitar que não temos de fazer tudo,
Aceitar que há dias bons e dias maus,
Aceitar que não sabemos como será daqui a uma semana.
Aceitar que não temos tudo, mas podemos fazer muito com o que temos.

E então, aceitando que atualmente este é o nosso dia normal, que não temos que cumprir à risca todas as propostas escolares, pois se é verdade que os professores estão a fazer um enorme esforço e um ótimo trabalho, também é verdade, que não conhecem, nem podem conhecer a realidade familiar e logística de cada um, portanto, faremos o que achamos que será o melhor considerando as nossas próprias condições.

Assim, resolvemos aplicar em casa, de uma forma mais consciente e focada, aquilo que teoricamente já defendemos e promovemos no nosso trabalho:



E para este novo equilíbrio foi fundamental a criação de algumas novas rotinas e tarefas:

Empatia – coisas tão simples como olhar nos olhos, falar com as crianças ao nível delas, tentar aceitar o seu ponto de vista, ouvir calmamente, permitir sentir a frustração e os problemas, ajudar a resolver, são coisas que sempre fizemos mas que tentamos agora estar mais atentos. A troca de tarefas e a entre-ajuda nas tarefas domésticas também tem ajudado a que cada um valorize mais o lugar do outro e o trabalho do outro.

Resiliência – todos nos ajudamos, mas também promovemos a autonomia e permitimos os erros, as quedas, as aventuras, porque sabemos que só caindo se aprende a levantar (ai os pratos e copos partidos, para aprender a levantar a mesa e lavar a loiça…).

Otimismo – Além do já habitual “bom dia, alegria!” ao chegar ao pequeno-almoço, agora instituímos uma rotina ao jantar que se mostrou ser muito útil: as 3 coisas boas do dia – todos os dias ao jantar um dos elementos da família começa a identificar as 3 coisas boas do seu dia, e convida todos os outros a fazer o mesmo. O resultado é muito interessante, porque acabamos por conversar sobre o nosso dia, e ouvir o mesmo dia por diferentes perspetivas (promovendo também o desenvolvimento de empatia), porque nos força e identificar o que aconteceu de bom, porque nos provoca uma reflexão individual, que permite um balanço e análise, mais ou menos profunda do dia, e por vezes, até conduz à definição de novos objetivos individuais e familiares. São momentos muito interessantes!

Bem-estar – aqui, somos uns privilegiados, vivemos no campo, estamos rodeados de espaço para explorar, com ar puro, animais e montes de atividades para fazer. Desde o tratar dos animais, até ao apanhar caracóis ou fazer a manutenção da horta, passando por andar de bicicleta ou simplesmente trepar às árvores, por aqui o bem-estar é feito do contacto com a natureza.

Responsabilidade – este é o verdadeiro grande desafio familiar, a responsabilidade partilhada, as tarefas partilhadas, e menos peso individual. É claro que há tarefas só dos adultos e outras só das crianças. A responsabilidade cá em casa, anda de mão dada com a autonomia, começámos por colocar um despertador que se ouve em toda a casa, que toca a horas-chave e mostra palavras-chave (como lanche da manhã, aulas de um, aulas do outro, almoço, lanche da tarde…). Este despertador foi uma aposta ganha, assim os pequenos da casa sabem a que horas têm de parar uma atividade e ajudam-se um ao outro a passar para a seguinte (a pequena não sabe ler, mas com a ajuda do mano mais velho, fica a saber o que deve fazer e se precisar de algum apoio prático, pede-lhe a ele ou vem pedir aos pais). Além disso, cada um de acordo com as suas próprias capacidades e motivações, as crianças passaram a participar nas tarefas domésticas, ajudam a lavar loiça, estender roupa, cuidar da horta, tratar dos animais, fazem refeições simples e assim a família é isso mesmo: uma família e não apenas um conjunto de pessoas que partilha o mesmo teto.

E sabem que mais?

Escrever este texto ajudou-me, ainda mais, a aceitar a realidade que tenho e diminuir o sentimento de culpa, por todas as coisas que não estou a conseguir concretizar enquanto profissional ou mãe.
É verdade que os meus filhos não estão a seguir à risca todas a orientações escolares, é verdade que a casa está um pequeno caos, é verdade que não estamos a brincar e fazer tantos jogos de tabuleiro como imaginámos, mas eles estão a crescer bem, responsáveis, autónomos, críticos, conscientes e felizes. Nós estamos num processo de reprogramação pessoal e profissional, que levará tempo, mas confiantes que nos levará a bom porto.

Espero que este texto também possa ajudar quem o lê, tal como me ajudou ao escrever.

Partilho também algumas fotografias das atividades que os pequenos da casa vão fazendo e aprendendo por estes dias:






Semear, transplantar, ver crescer para depois colher, o contacto com a Terra e permanente exercício de paciência, tão bom para perceber que nem tudo acontece num abrir e fechar de olhos.










O mais velho aprende a lavar a loiça, poupando água, e rentabilizando o detergente, alguns pratos e copos partidos depois, já vai sendo eficiente, uma bela ajuda! 





Contacto com os animais: ternura, empatia, afectos...



Todas as manhãs tratamos dos animais, a mais nova adora ir verificar se há ovos e o mais velho já leva os Burros com uma confiança e empatia lindas, conversam de manhã e ao recolher... 



Descascar favas, para ela não é um trabalho mecânico é uma história a cada fava, leva tempo, mas está entretida no seu mundo e quando chega ao fim é uma festa ver a taça cheia para o jantar…





“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!”

Charles Chaplin


ps – este texto foi escrito em quatro dias diferentes e não faz mal nenhum ;-)

sábado, 28 de março de 2020

Estamos fechados e continuamos ativos!

Pois é, toca a todos e como muitos de vós estamos em casa.

Estamos na nossa Lura, recolhidos no nosso porto seguro, juntos e em família. 

Somos uma família grande e a crescer, por cá estamos: dois adultos, duas crianças, dois burros, dois cães, quatro gatos, duas galinhas e 6 coelhos adultos mais uns quantos bebés (é possível que na semana que vem já sejam mais), um porco da índia, mais os amigos ouriços e mochos (que não se deixam ver mas sabemos que andam por cá), mais os camaleões (que também andam escondidos), mais as borboletas (que de vez em quando gostam de abrilhantar sessões fotográficas), mais abelhas, vespas, moscas, mosquitos, cochonilhas, pulgões, caracóis, lesmas, bichos-da-conta, minhocas, formigas e tantos mais.

Aqui na Lura há espaço para todos!

E só enumeramos os animais, imaginem se começasse a identificar as plantas…

Estamos fechados num espaço aberto, o que tem as suas coisas boas e as suas coisas más (é muito difícil ter bom acesso à Internet no campo e o sustento sem clientes é difícil, por exemplo), por isso escolhemos diariamente focar-nos nas boas!

Nós os adultos, tantas vezes nos queixámos do ritmo alucinante do dia-a-dia, da falta de tempo para a manutenção dos espaços, para o treino dos animais ou até mesmo para desfrutar deste pequeno paraíso que é o nosso mundo.

Agora temos esse tempo e decidimos aproveitá-lo!

Depois de uma primeira semana meio aéreos sem ser fácil definir prioridades, horários ou rotinas próprias, fruto da estranheza da época, a rotina foi-se definindo no ritmo da Natureza, ouvindo os nossos animais e os ritmos próprios de viver no campo. 

Eis o que descobrimos: conseguimos funcionar, somos felizes juntos e adoramos a Natureza e o espaço que nos rodeia!

Este tempo estranho, este isolamento forçado, pode ser muito duro e será para muitos de nós; que perdem o emprego e a sua forma de sustento; para os que estão a trabalhar muito mais que o normal tentando dar resposta às necessidades dos que ficam em casa; para todos os que já não estavam bem e agora se veem ainda pior; mas também é um tempo que permite um importante “olhar para dentro” e que nos permite ter tempo!

Assim, não querendo ignorar os problemas, queremos focar-nos, de uma forma positiva, neste tempo ganho, na possibilidade de nos construirmos como pessoas melhores, de nos focarmos nos valores e princípios que nos tornam melhores, na tolerância, na responsabilidade (individual e coletiva), no respeito, na entre-ajuda e na partilha. 

Por isso, aqui na Lura, durante esta estranha época, vamos partilhar ideias, sugestões e ferramentas para todos os que as quiserem usar. Não são fórmulas milagrosas, truques infalíveis, nem achámos as soluções ideais para a época, cabe a cada um, a cada família encontrar o seu próprio equilíbrio e a sua rotina. Se as nossas partilhas vos ajudarem a tornar este tempo, em tempo de qualidade, útil e feliz, tanto melhor, ficaremos mais felizes também. 

E uma coisa é certa, vamos continuar a cuidar de nós, dos nossos espaços e materiais acreditando que quando tudo passar teremos uma Lura ainda melhor para novas atividades e desafios em grupo.

Uma mensagem que o Tito vos quer deixar: 


quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Crescer em Natureza - mais que uma atividade, uma quinta aberta para crescer feliz!

Depois do sucesso das Férias em Natureza, eis que chega o projeto:

Crescer em Natureza 

Porquê?

Porque é importante brincar!

Porque o campo nos dá a liberdade de brincar,

Porque em liberdade se aprende a amar,

Porque amando se aprende a respeitar,

Porque respeitando crescemos por dentro,

Porque merecemos crescer naturalmente felizes,

Porque o ritmo natural da vida ajuda a concentrar, a focar nos objetivos, a alcançar os desafios, a auto-regular necessidades e emoções, a desenvolver a auto-confiança...

E porque acreditamos que o contacto com a Natureza nos torna seres mais completos e felizes!

Vivemos em harmonia com a Natureza e os seus ciclos biológicos, respeitamos o ritmo de cada um dos habitantes da nossa Lura e gostaríamos muito de partilhar o nosso amor pela Natureza e pelo Mundo com cada vez mais crianças felizes!

Como? 

Num ambiente descontraído, ao ar livre, com contacto com a natureza e os animais, vamos promover o desenvolvimento de competências em áreas que consideramos fundamentais para um crescimento saudável e pleno:
 
Ambiente – Acreditamos que a melhor forma de aprender a valorizar e respeitar a natureza é amando-a. Estamos confiantes que os nossos animais e plantas conquistarão até os mais renitentes.
 
Cidadania – Promover a brincadeira conjunta, o trabalho colaborativo na resolução de problemas, implementar dinâmicas de grupo e criar espaços para debate e troca de ideais, para aprender a valorizar e respeitar a opinião de cada um, bem como a própria.
 
Dieta Mediterrânica – Mais que uma forma de alimentação, procuramos a promoção deste estilo de vida saudável, em todas as suas vertentes.

Desenvolvimento emocional e educação positiva – Através da ligação à Natureza e do reconhecimento dos seus ritmos naturais, juntos desenvolveremos a consciência dos nossos próprios ritmos, necessidades emocionais e descobriremos mecanismos de auto-controlo. O contacto regular com os animais permitirá promover a empatia, a capacidade de concentração, o foco na tarefa, entre outros.

E haverá ainda tempo, para brincar ao ar livre, descontrair e regressar a casa feliz…

Quando?  

Vamos ter parcerias com algumas escolas e colégios privados da cidade de Faro, se o seu educando frequenta uma destas escolas pode perguntar se na secretaria se já têm acordo connosco.

Às quartas-feiras teremos a Turma Livre que funcionará das 17h às 19h, a partir da semana em que tivermos o número mínimo de 6 inscrições e estará limitada a 20 inscrições.

Pode fazer a inscrição do seu educando aqui. Será contactado em breve.

Temos ainda parceria para outros horários, com a Associação de Pais da Escola do Alto de Rodes e com o centro de estudos CEPSIFORMA.

Onde?

Na Lura, naturalmente...

Qual o preço?

A frequência da Turma Livre uma vez por semana sem transporte terá um custo associado de 20€ por mês, por criança.

Se não tem transporte, não deixe de fazer a inscrição, informe-nos e tentaremos arranjar uma solução.

Quem pode frequentar?

A Turma Livre estará aberta a inscrições de crianças dos 4 aos 10 anos.



 
 


segunda-feira, 1 de abril de 2019

A minha parceira da APATRIS21


Como já devem ter reparado, pelo menos através das fotos partilhadas no nosso facebook, os nossos burros cada vez são mais requisitados e a nossa Lura está cada vez mais a tornar-se o porto seguro de gente muito, muito especial.
Isto deve-se a vários fatores, à nossa dedicação, à nossa formação específica, ao trabalho diário e amor pelos animais, mas também a uma pessoa muito importante e que cada vez mais nos é querida.

Hoje quero falar-vos da Sara da APATRIS21!

A Sara é uma psicóloga prática e despachada, que vai à luta, procura (e encontra) o que precisa para os seus meninos. Chegou a nós, quando estava à procura de um sítio no campo com animais para um programa de Emprego Apoiado para um “caso talvez um pouco complicado”. Como é ela uma mente aberta e eu sou eu, acabou por ouvir toda a minha conversa sobre o trabalho com o Tito e o Garoto, os nossos burros, a pouco e pouco foi vendo a importância da companhia dos nossos burros para o desenvolvimento do programa de Emprego Apoiado e foi ela própria sendo cativada por eles.
Agora, apesar de alergias e afins, são amigos cumplicies.

Assim, de um passo para outro, começou uma parceria para um apoio ao Emprego Apoiado e depois veio o voto de confiança com a Asino-terapia para crianças e adultos com necessidades especiais.

Apresentado o percurso, quero mesmo falar-vos da psicóloga e pessoa Sara, que é esta pessoa que se entrega, que engole as alergias e trabalha de olhos esbugalhados se for preciso, que se dedica incansavelmente a cada caso, e embora por vezes possa parecer bruta, não o é, é amorosa e carinhosa com todos os seus meninos (mesmo os mais velhos que ela), mas também sabe ser dura e assertiva quando tem de ser.

Acredita que se pode trabalhar com todos e que cada um terá o seu potencial, procura ajudar e promover o desenvolvimento mesmo quando parece que nada vai acontecer, embora tenha o cuidado de não gerar falsas expectativas eu sei que ela acredita sempre mais um bocadinho!

A Sara não faz apenas o seu trabalho, não tem horário das nove às cinco e muitas vezes abdica da sua vida para poder ajudar, fazer mais e melhor. Mas sabe separar as coisas, consegue garantir o seu tempo pessoal, os seus escapes e o necessário para quando está a trabalhar estar realmente presente. No meu entender é isso que a torna uma excelente profissional, quando a Sara está, está mesmo! Está com todo o seu ser!

Por isso, porque reconheço bem o valor do seu trabalho e porque a adoro enquanto pessoa,
quero aqui deixar um enorme muito Obrigada!

Em meu nome pessoal,

em nome do Tito e do Garoto

em nome de toda a Lura.

Pelo voto de confiança,

pela partilha e trabalho conjunto,

pela amiga que já se tornou

e só porque sim!

Obrigada Sara!

ps - não resisti a partilhar esta foto, a Sara, o seu amigo Tito e 
a alegria no trabalho! 

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Temos uma veterinária espetacular!


Olá!

Boas razões nos levam a escrever com menos regularidade: temos mais e mais diferenciados trabalhos e estamos empenhados a fazê-los bem e com muito amor, por isso, por vezes não sobra muito tempo para escrever...

Mas escrever faz falta, e partilhar coisas boas é muito importante!

Assim, hoje quero falar-vos da importância da nossa Veterinária, no funcionamento de toda a quinta.
Como sabem fazemos educação ambiental, temos diversos animais e defendemos que é mais importante ter animais felizes que ter muitos animais ou animais exóticos.
Os nossos animais, à exceção de algumas adoções que tocaram o nosso coração, são de espécies autóctones que estão naturalmente preparados para as
nossas condições climatéricas e têm o espaço e condições necessárias para terem uma vida plena e feliz.

Além disso, estes animais têm acesso a um serviço de saúde de excelência!

- Temos uma veterinária espetacular!

Sim, além de tratar-mos todos da melhor forma todos os dias, garantimos um acompanhamento veterinário atento e cuidado. O que só é possível graças a uma pessoa: A Drª Sara Farrajota Mora!

Ela é especial, por isso está connosco e ajuda-nos a cuidar de todos os nossos bichinhos desde o início desta aventura.

E perguntam vocês, o que é que tem de especial?

Nada e tudo! Além de ser uma excelente profissional, que se mantém atualizada, que procura formação e informação conforme surgem novos desafios, dúvidas ou simplesmente aquela doença que ainda nunca tinha visto, a Sara é um excelente ser humano e isso reflete-se no seu trabalho.

Numa quinta, com muitos animais diferentes, com idades e temperamentos muito diferentes é necessária uma enorme capacidade de organização para garantir todos os tratamentos, vacinas em dia e profilaxias sazonais, e acham que eu tenho de me preocupar com isso?
Não, a Sara garante, alerta e avisa sempre que necessário.

Uns animais aceitam qualquer pessoa e qualquer toque, outros são esguios e não aceitam bem a presença da veterinária, como resolvemos essas situações?
Com muita calma, estratégias alternativas e por vezes com a Sara a trabalhar em conjunto comigo para que eu consiga aprender administrar o que é preciso quando é preciso, sempre garantindo a nossa segurança e do animal em questão. Com a Sara se não é possível tratar de uma forma, então vamos estudar, vamos perguntar e procurar até encontrar alternativas, e muitas vezes quando vem na sua visita, já previu as possíveis dificuldades e preparou possíveis alternativas.

Se ela é tão boa, os vossos animais adoram a sua visita mensal?
Não, não é assim que funciona, infelizmente para alguns a Sara é a “má da fita”, que quando vem trás vacinas, desparasitações e outras “maldades” para fazer, mas ela tem essa consciência e faz tudo com um grande sentido prático, muita dedicação e sempre que pode acarinhar além de ser a “má da fita”, tem o cuidado de o fazer.

Mas acima de tudo porque que é que eu gosto muito de trabalhar com a Sara e sinto que os meus animais só saem a ganhar com o nosso trabalho conjunto?

Por isso mesmo, porque o trabalho é conjunto!

Porque ela sabe que se lhe telefono com uma preocupação (ou porque o cão coxeia ou porque o coelho tem a cara esquisita ou porque a galinha está com um cacarejar diferente ou porque o burro tem uma ferida ou pelada persistente, ou simplesmente porque algum deles está de mau humor há demasiado tempo) essa preocupação é real e séria, e mesmo que ela chegue cá e tudo pareça normal, ela tenta perceber o que se passa, acompanha, telefona mais tarde para verificar se a situação persiste. Procura soluções e alternativas, mesmo atolada de trabalho e em visitas que, por vezes acontecem em contra-relógio, há sempre tempo para cortar as unhas aos coelhos, ou para almofadar a cabeçada do burro que o está a magoar, ou verificar se a composição da ração é a mais adequada, ou simplesmente para ir fazer uma festinha ao burro para que ele se lembre que veio cá e não lhe fez “maldade” nenhuma. E tem um sentido prático que a permite ajudar a tomar as decisões difíceis pesando os prós e os contras, garantindo o bem-estar animal mas com o distanciamento necessário para evitar que a emoção se sobreponha à razão.
Temos uma veterinária dedicada, organizada e feliz.

Para a Sara, tal como para nós, o seu trabalho não é apenas um trabalho, é uma opção de vida tomada conscientemente e da qual não se arrepende.


Por isso em nome próprio e em nome de toda a nossa querida “bichesa” quero aqui deixar o nosso:






Muito Obrigada


Sara Farrajota Mora!



Já agora, podem encontrá-la a ela e a toda a sua equipa na Clínica Veterinária deLoulé


quarta-feira, 11 de abril de 2018

As mil e uma actividades do G.


Já aqui falei em tempos, da importância do ensino artístico e da diferença que sinto que faz os meus filhos terem contacto com a música desde muito cedo.

Hoje quero falar-vos da questão das mil e uma atividades extra-curriculares:

Muitas vezes os meus amigos e parceiros destas aventuras (levar e buscar meninos às suas atividades), comentam comigo, por vezes até mostrando alguma preocupação, que “coitado do rapaz, nem tem tempo para respirar, com tanta atividade”, ou “não achas demais?” ou ainda “Vai continuar com isso tudo sempre?”.

Pois é, o meu G. está no Conservatório de Música de Olhão onde tem formação musical, classe de conjunto, violino e, este ano, orquestra, pratica Judo e Vela, e sabem que mais?

Tem tempo para brincar!

Durante a semana o G. mal tem tempo para fazer os trabalhos de casa, não há tempo para ipads e ver televisão é em momentos de 5 minutos, se se despachar rápido de manhã ou jantar mais depressa que o costume.

Ao fim de semana tem a vela, que só vai num dos dias (podia ir sábado e domingo, mas nós optamos por ir apenas uma vez por semana), e aí sim, tem tempo para brincar, e brinca. Joga o seu ipad, vê um filme (geralmente depois da vela porque vem cansado e quer sofá), brinca com a irmã, anda de bicicleta ou skate, faz legos, e joga outros jogos, sozinho ou connosco, conforme é possível e lhe apetece.

Mas nem tudo é perfeito, e por vezes há picos muito exigentes para esta idade, em que eu, enquanto mãe, questiono tudo!

Quando numa mesma semana, há competição de Judo, fichas de avaliação na escola, audições de violino e treino de vela, fica complicado garantir o tempo de brincar, é preciso um esforço extra, e depois vem o cansaço, os nervos, os erros porque se está sob pressão e a mãe e o pai que só querem ajudar, ainda pressionam mais um bocadinho e a semana parece tão pequena que custa, custa a todos!

Mas depois, perguntamo-nos porque fazemos tudo isto, porque o nosso filho tem tanta coisa e nós achamos possível conciliar tudo, porquê?

Porque a realidade é que só há uma ou duas semanas de caos, porque no resto do ano letivo ele acima de tudo diverte-se e é feliz, porque está a crescer com responsabilidade, valores e princípios, porque todas estas atividades lhe fazem bem à saúde física e psicológica!

Já vos falei da música, agora quero falar-vos do Judo e da Vela. 

O meu filho pratica Judo com a Academia de Judo de Faro, e vela com o Ginásio Clube Naval de Faro, e em ambos estes sítios o desporto é praticado para a promoção do desenvolvimento integral das crianças, nestas duas instituições respeita-se o ritmo e a vontade de cada um, não existe e nunca senti pressão para a competição ou respetivos resultados.
Quer no Clube Naval, quer na Academia de Judo, sempre tive treinadores disponíveis para me ouvir e ouvir as minhas preocupações relativamente ao desenvolvimento do G.. Além de serem treinadores, são pessoas com valores que realmente se preocupam com o desenvolvimento das crianças com quem trabalham, para estes professores, mais do que treinar as crianças no seu desporto, é importante fazer parte da vida delas, é importante vê-los felizes e realizados. Assim, quando coloco a questão se o G. deve ir à regata ou à competição, se está preparado, se este momento competitivo não vai afetar resultados escolares, sinto que as minhas preocupações são ouvidas e já não é uma nem duas vezes que recebo dicas e sugestões para ajudar o meu pequeno com dificuldades escolares.

E além de tudo, sinto que a prática de exercício físico, o treino regular aliado a princípios e valores nos quais me revejo, fazem do meu G. um miúdo mais capaz, aumentaram significativamente a sua auto-estima e auto-confiança e fazem-no crescer mais saudável, até lhe aumenta o apetite ;-)

Para terminar, não consigo deixar de partilhar a parte melhor, depois de um final de segundo período de caos, com fichas de avaliação, competição de judo, audições, quando eu estava super apreensiva com os resultados escolares, eis que o G. tem excelentes notas quer na escola quer no conservatório, mesmo depois de um segundo lugar numa competição de Judo fora da sua cidade, o puto surpreendeu tudo e todos, deixou-nos super orgulhosos e depois destes resultados, as dúvidas de que falei anteriormente foram-se.

Quanto à questão, “Vai continuar com isso tudo sempre?”

Não sabemos, o futuro o dirá, mas enquanto sentir-mos que ele quer e que isso o faz feliz, sim vai continuar...

Muito Obrigada, aos treinadores aqui referidos (que sabem quem são), a toda a equipa do Conservatório de Música de Olhão e ao excelente professor da escola (que tem um papel fundamental em todo este processo formativo e muitas vezes nos esquecemos de valorizar).




“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!”

Charles Chaplin

quinta-feira, 8 de março de 2018

Falabombo na Lura

Olá a todos:

O Sol vai chegar e com ele começam as propostas ao ar livre para tempo de qualidade em família na Lura, e a primeira que queremos apresentar é já este mês




Este é o mês do dia do Pai e queremos mostrar à Mães deste Algarve (e não só), que os pais também gostam de participar em atividades de fim de semana com os filhos.

Pais e Tios, esta proposta é para vocês!

Ajudem-nos a mostrar que os filhos e sobrinhos estão muito bem entregues convosco!

Esta é uma proposta de Percussão Criativa que nos chega pelas mãos do Tiago “dos Bombos”.
O Tiago traz-nos uma proposta variada de percussão corporal, percussão com copos, com tubos e com bombos, para crianças de 7 a 12 anos, acompanhadas por um adulto.

Para participar apenas precisam de trazer:
- disponibilidade mental;
- boa disposição;
- roupa confortável;

O custo é de 4€ por participante.

A inscrição é obrigatória e pode ser feita através deste formulário on-line, ou por telefone (93 161 79 94).

Nota: Se está a ler isto e é uma daquelas mulheres poderosas que diariamente é para o seu filho/a, mãe e pai (e às vezes mais!), não se sinta excluída, somos pela liberdade e igualdade, inscreva-se e venha participar também!


Até breve!


Temos orgulho no que fazemos e fazemo-lo com gosto.
Por isso somos felizes e isso transmite-se a cada um dos nossos visitantes.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Voluntariado: dádiva e bem-estar pessoal



Sempre achei que devemos lutar por tudo o que acreditamos, por isso, sempre tive uma vida socialmente ativa, quer através da participação em movimentos associativos e/ou partidários, quer no envolvimento em momentos de luta na defesa de direitos que considero fundamentais.
De certo modo, penso que a minha mudança de vida (sair da grande cidade onde dava aulas em escolas públicas e privadas, para vir abrir uma quinta pedagógica de dimensão familiar assente em valores e princípios que considero fundamentais), é também o reflexo disso mesmo, de uma necessidade de fazer aquilo em que acredito, ser fiel aos meus princípios e promover uma educação com regras, respeito, consciência cívica e ambiental.

Gosto muito do meu trabalho...

Sinto-me realizada todos os dias e mesmo quando sinto que não consigo fazer tudo o que queria ou chegar a tantos quantos gostaria, não penso em desistir, penso em novas formas de o fazer, em modos de melhorar, quer a mensagem pedagógica quer as formas de concretização das mesma.

Para passar uma mensagem, para ajudar a construir algo melhor, tenho que estar bem!

Por isso, e porque não tenho propriamente um horário de trabalho pré-definido, nem dias de descanso fixos (pois como sabem, trabalho durante a semana com visitas e terapias e aos fins de semana e feriados com terapias, festas e o que vai surgindo, além da rotina diária de manutenção da quinta...), decidi já há algum tempo, tirar um dia para mim. Uma vez por semana tenho um dia para cuidar de mim, um dia para fazer bem a mim.

E o que faço no meu “dia de mim”?

Poderiam pensar que será o dia em que fico na cama até mais tarde, ou que aproveito para pôr a casa em ordem, ou ainda que aproveito para ficar no sofá a ver qualquer coisa na televisão ou navegar na internet...

Nada disso!

O meu dia de mim, é um dia com horários como todos os outros, com rotina e compromissos, mas é o dia em que cuido da alma, pratico Yoga, tenho um tempo reservado para “café com amigos”, almoço em família, escrevo ou pinto e faço voluntariado.
Sim, dedico duas horas do meu dia a trabalhar voluntariamente!
Trabalho e não me pagam, faço isto de forma regular, não só porque acredito na causa (neste caso, o combate ao desperdício alimentar, aproveitando para garantir a alimentação a quem dela precisa) mas também porque isso me faz bem.
O trabalho voluntário tem essa coisa boa que é o facto de que todos os que o fazem o fazem de livre e espontânea vontade, sem pressões e sem contrapartidas.

Sou voluntária no Re-food...

E adoro aquelas duas horas, são apenas duas horas semanais que me fazem sentir mais útil à sociedade, onde conheço pessoas novas e vou aprendendo a lidar com diferentes feitios e formas de trabalhar, onde faço o que é preciso quando é preciso, onde é tão importante lavar loiça, como “passear” de bicicleta ou preparar refeição equilibradas para famílias distintas com gostos e intolerâncias diversas.

E com tudo isto, com a mudança de estilo de vida, com o trabalho voluntário, com as voltas que as vidas vão dando à minha volta, cada vez compreendo mais e me faz mais sentido um dos princípios (Niyama) do Yoga - “Ísvara Pranídhana”, que significa em português (espero não estar a cometer nenhum erro ou incorreção) o desapego do resultado das ações, ou como dizia muitas vezes uma muito querida professora de Yoga, “é o dar sem esperar receber nada em troca”.
E cada vez me faz mais sentido, porque cada vez mais sinto que quando faço as coisas, de livre e espontânea vontade, porque acredito no que estou a fazer, porque me faz sentido ou simplesmente porque me apetece, as coisas correm melhor e ganham uma importância diferente. Digamos que, quando fazemos algo porque realmente acreditamos no que estamos a fazer e não simplesmente porque justifica o nosso ordenado ao fim do mês, o nosso empenho é diferente, o esforço é diferente e quando algo corre mal, conseguimos mais facilmente relativizar, olhar à volta e encontrar o erro (ou não), compreender que se calhar não era exatamente aquilo que devíamos fazer, ou daquela forma e acima de tudo quando fazemos sem esperar reconhecimento, ou tentando criar o mínimo de expectativas possível, quando as coisas acontecem, quando há um reverso da medalha e a vida nos corre bem, sabe tão bem!!!!


“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!”

Charles Chaplin