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quinta-feira, 18 de março de 2021

🌳Férias em Natureza🌳 - Verão 2021

Campo de férias na Lura – de 12 de Julho a 27 de Agosto!




Horário: das 8h até às 19h (receção entre as 8h e as 9h, atividades a decorrer entre as 9h30 e as 17h30, fecho às 19h).


Idades: dos 6 aos 14 anos


Preço: 100 € toda a semana.



Inclui almoços e dois lanches por dia, refeições equilibradas, saudáveis, saudáveis e saborosas resultantes da parceria com a Nutriviva e com o Vasco Prudêncio que nos garantem a confeção diária, privilegiando a produção local e biológica.



Inscrição on-line através de formulário, aqui.  


O que vamos fazer:

Interação e contacto com os animais

Atividades temáticas diárias dinâmicas e criativas

Atividade construtiva em grupo – vamos deixar uma marca na Lura !

Observação da natureza

Piscina

Oficinas criativas com convidados surpreendentes!


O que vamos promover e desenvolver:

Autonomia;

Sensibilização ambiental;

Dieta mediterrânica e estilo de vida saudável;

Valores e princípios como o respeito, a empatia, ecologia, sustentabilidade;

Competências sociais, emocionais e motoras.


O que é necessário trazer:

- Alegria, boa disposição e motivação!

- roupa e calçado confortável,

- garrafa de água reutilizável identificada,

- mochila com o que é necessário para a piscina,

(toalha, fato-de-banho, braçadeiras se necessário, chinelos, óculos de natação)

- protetor solar já colocado e para reforçar ao longo do dia.


Estamos à vossa espera!

Até breve! 

sábado, 2 de maio de 2020

Voltamos as abrir as portas da nossa Lura para si...

Olá a todos!

Temos uma mensagem para a sua família:



Somos um espaço, ao ar-livre, de aprendizagem e crescimento para todos.

Durante o tempo de maior confinamento das famílias em casa, mantivemos a actividade, cuidando da nossa horta e dos nossos animais, fazendo melhorias nas estruturas e espaços...

Agora, estamos muito felizes por anunciar que podemos voltar a receber-vos!

Começando por pequenos passos, a 4 de Maio, abrimos as portas para as visitas família.

Faremos visitas, apenas com marcação prévia - que pode ser feita por telefone (931617994) ou por email (aprendernaturalmente@gmail.com) - com a duração máxima de uma hora e meia, garantindo o tempo entre visitas necessário para a limpeza de espaços e as condições de bem-estar dos nossos animais. Teremos à disposição pontos de água e sabão para a lavagem das mãos, e teremos em atenção todas as recomendações da D.G.S. relativas ao distanciamento social e prevenção de contágio.

Nestas visitas vamos partilhar a nossa alegria de viver no campo, promover a interacção com os animais, o contacto e respeito pela natureza, haverá tempo e espaço para pequenos e graúdos desfrutarem de diversas sensações e estímulos.

Vamos brincar juntos?

Até breve!

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Crescer em Natureza - mais que uma atividade, uma quinta aberta para crescer feliz!

Depois do sucesso das Férias em Natureza, eis que chega o projeto:

Crescer em Natureza 

Porquê?

Porque é importante brincar!

Porque o campo nos dá a liberdade de brincar,

Porque em liberdade se aprende a amar,

Porque amando se aprende a respeitar,

Porque respeitando crescemos por dentro,

Porque merecemos crescer naturalmente felizes,

Porque o ritmo natural da vida ajuda a concentrar, a focar nos objetivos, a alcançar os desafios, a auto-regular necessidades e emoções, a desenvolver a auto-confiança...

E porque acreditamos que o contacto com a Natureza nos torna seres mais completos e felizes!

Vivemos em harmonia com a Natureza e os seus ciclos biológicos, respeitamos o ritmo de cada um dos habitantes da nossa Lura e gostaríamos muito de partilhar o nosso amor pela Natureza e pelo Mundo com cada vez mais crianças felizes!

Como? 

Num ambiente descontraído, ao ar livre, com contacto com a natureza e os animais, vamos promover o desenvolvimento de competências em áreas que consideramos fundamentais para um crescimento saudável e pleno:
 
Ambiente – Acreditamos que a melhor forma de aprender a valorizar e respeitar a natureza é amando-a. Estamos confiantes que os nossos animais e plantas conquistarão até os mais renitentes.
 
Cidadania – Promover a brincadeira conjunta, o trabalho colaborativo na resolução de problemas, implementar dinâmicas de grupo e criar espaços para debate e troca de ideais, para aprender a valorizar e respeitar a opinião de cada um, bem como a própria.
 
Dieta Mediterrânica – Mais que uma forma de alimentação, procuramos a promoção deste estilo de vida saudável, em todas as suas vertentes.

Desenvolvimento emocional e educação positiva – Através da ligação à Natureza e do reconhecimento dos seus ritmos naturais, juntos desenvolveremos a consciência dos nossos próprios ritmos, necessidades emocionais e descobriremos mecanismos de auto-controlo. O contacto regular com os animais permitirá promover a empatia, a capacidade de concentração, o foco na tarefa, entre outros.

E haverá ainda tempo, para brincar ao ar livre, descontrair e regressar a casa feliz…

Quando?  

Vamos ter parcerias com algumas escolas e colégios privados da cidade de Faro, se o seu educando frequenta uma destas escolas pode perguntar se na secretaria se já têm acordo connosco.

Às quartas-feiras teremos a Turma Livre que funcionará das 17h às 19h, a partir da semana em que tivermos o número mínimo de 6 inscrições e estará limitada a 20 inscrições.

Pode fazer a inscrição do seu educando aqui. Será contactado em breve.

Temos ainda parceria para outros horários, com a Associação de Pais da Escola do Alto de Rodes e com o centro de estudos CEPSIFORMA.

Onde?

Na Lura, naturalmente...

Qual o preço?

A frequência da Turma Livre uma vez por semana sem transporte terá um custo associado de 20€ por mês, por criança.

Se não tem transporte, não deixe de fazer a inscrição, informe-nos e tentaremos arranjar uma solução.

Quem pode frequentar?

A Turma Livre estará aberta a inscrições de crianças dos 4 aos 10 anos.



 
 


quarta-feira, 11 de abril de 2018

As mil e uma actividades do G.


Já aqui falei em tempos, da importância do ensino artístico e da diferença que sinto que faz os meus filhos terem contacto com a música desde muito cedo.

Hoje quero falar-vos da questão das mil e uma atividades extra-curriculares:

Muitas vezes os meus amigos e parceiros destas aventuras (levar e buscar meninos às suas atividades), comentam comigo, por vezes até mostrando alguma preocupação, que “coitado do rapaz, nem tem tempo para respirar, com tanta atividade”, ou “não achas demais?” ou ainda “Vai continuar com isso tudo sempre?”.

Pois é, o meu G. está no Conservatório de Música de Olhão onde tem formação musical, classe de conjunto, violino e, este ano, orquestra, pratica Judo e Vela, e sabem que mais?

Tem tempo para brincar!

Durante a semana o G. mal tem tempo para fazer os trabalhos de casa, não há tempo para ipads e ver televisão é em momentos de 5 minutos, se se despachar rápido de manhã ou jantar mais depressa que o costume.

Ao fim de semana tem a vela, que só vai num dos dias (podia ir sábado e domingo, mas nós optamos por ir apenas uma vez por semana), e aí sim, tem tempo para brincar, e brinca. Joga o seu ipad, vê um filme (geralmente depois da vela porque vem cansado e quer sofá), brinca com a irmã, anda de bicicleta ou skate, faz legos, e joga outros jogos, sozinho ou connosco, conforme é possível e lhe apetece.

Mas nem tudo é perfeito, e por vezes há picos muito exigentes para esta idade, em que eu, enquanto mãe, questiono tudo!

Quando numa mesma semana, há competição de Judo, fichas de avaliação na escola, audições de violino e treino de vela, fica complicado garantir o tempo de brincar, é preciso um esforço extra, e depois vem o cansaço, os nervos, os erros porque se está sob pressão e a mãe e o pai que só querem ajudar, ainda pressionam mais um bocadinho e a semana parece tão pequena que custa, custa a todos!

Mas depois, perguntamo-nos porque fazemos tudo isto, porque o nosso filho tem tanta coisa e nós achamos possível conciliar tudo, porquê?

Porque a realidade é que só há uma ou duas semanas de caos, porque no resto do ano letivo ele acima de tudo diverte-se e é feliz, porque está a crescer com responsabilidade, valores e princípios, porque todas estas atividades lhe fazem bem à saúde física e psicológica!

Já vos falei da música, agora quero falar-vos do Judo e da Vela. 

O meu filho pratica Judo com a Academia de Judo de Faro, e vela com o Ginásio Clube Naval de Faro, e em ambos estes sítios o desporto é praticado para a promoção do desenvolvimento integral das crianças, nestas duas instituições respeita-se o ritmo e a vontade de cada um, não existe e nunca senti pressão para a competição ou respetivos resultados.
Quer no Clube Naval, quer na Academia de Judo, sempre tive treinadores disponíveis para me ouvir e ouvir as minhas preocupações relativamente ao desenvolvimento do G.. Além de serem treinadores, são pessoas com valores que realmente se preocupam com o desenvolvimento das crianças com quem trabalham, para estes professores, mais do que treinar as crianças no seu desporto, é importante fazer parte da vida delas, é importante vê-los felizes e realizados. Assim, quando coloco a questão se o G. deve ir à regata ou à competição, se está preparado, se este momento competitivo não vai afetar resultados escolares, sinto que as minhas preocupações são ouvidas e já não é uma nem duas vezes que recebo dicas e sugestões para ajudar o meu pequeno com dificuldades escolares.

E além de tudo, sinto que a prática de exercício físico, o treino regular aliado a princípios e valores nos quais me revejo, fazem do meu G. um miúdo mais capaz, aumentaram significativamente a sua auto-estima e auto-confiança e fazem-no crescer mais saudável, até lhe aumenta o apetite ;-)

Para terminar, não consigo deixar de partilhar a parte melhor, depois de um final de segundo período de caos, com fichas de avaliação, competição de judo, audições, quando eu estava super apreensiva com os resultados escolares, eis que o G. tem excelentes notas quer na escola quer no conservatório, mesmo depois de um segundo lugar numa competição de Judo fora da sua cidade, o puto surpreendeu tudo e todos, deixou-nos super orgulhosos e depois destes resultados, as dúvidas de que falei anteriormente foram-se.

Quanto à questão, “Vai continuar com isso tudo sempre?”

Não sabemos, o futuro o dirá, mas enquanto sentir-mos que ele quer e que isso o faz feliz, sim vai continuar...

Muito Obrigada, aos treinadores aqui referidos (que sabem quem são), a toda a equipa do Conservatório de Música de Olhão e ao excelente professor da escola (que tem um papel fundamental em todo este processo formativo e muitas vezes nos esquecemos de valorizar).




“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!”

Charles Chaplin

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Limpezas em Família


Um destes domingos tivemos uma tarde diferente:

Resolvemos aproveitar o Sol a brilhar e a brisa calma, para, como disse logo o mais velho, ajudar a mãe natureza...
Resolvemos calçar luvas, e, munidos de saco de papel, vários sacos de plástico e um balde fomos, em família, limpar a berma da estrada.



A estrada de acesso à Lura, já há muito que precisava de uma intervenção destas, começamos junto ao nosso portão e fomos andando em direção ao primeiro cruzamento.
Com várias idades e capacidades diferentes, rapidamente as tarefas de cada um se diferenciaram e esta tarefa se transformou numa forma de aprendizagem e jogo coletivo:






- A mais pequena escolheu ficar responsável pelo transporte dos plásticos, com um saco de plásticos de asas, lá andava ela, uma asa em cada mão a abrir e a fechar o saco, atenta a qual dos restantes dizia “plástico”, para correr a receber o lixo e ir enchendo o seu saco. A cada saco cheio pedia ajuda para fechar e abrir outro vazio...



 

- O mais velho, procurava identificar e diferenciar o lixo, transportava o saco de papel e de vez em quando lá se distraía com qualquer elemento natural que lhe chamava mais a atenção.





- No final, já com as crianças um pouco cansadas, foi a vez do pai ajudar. Aqui a tarefa era mais complicada e deu direito a claque de incentivo por parte dos pequenos, tirar, com a ajuda de uma vara, um bocado de plástico do alto de uma amendoeira, não foi tarefa fácil, mas conseguiu-se!




Depois de terminada esta última tarefa, embora ainda não tivéssemos chegado ao final da estrada, estávamos todos cansados e resolvemos parar por aqui. Já tínhamos 4 ou 5 sacos cheios de plásticos, uma saco grande de papel e um balde com vidro e lixo indiferenciado!

Decidimos parar de comum acordo, mas ficou a promessa de voltar e terminar, “pelo menos a nossa rua”, disse, mais uma vez, o mais velho que ficou bastante motivado e sensibilizado para todo o problema do lixo que não vai para onde é suposto ir.

Esta foi uma tarde familiar, divertida e extremamente pedagógica, que a meu ver mostra que por vezes perdemos tempo e paciência a procurar atividades interessantes para fazer com as crianças ao fim de semana, gastamos tempo e dinheiro, quando podemos simplesmente olhar em volta, aproveitar as coisas simples e passar bons momentos, fazendo algo útil e ajudando a construir um futuro melhor, pois é isso que se está a fazer quando educamos e promovemos o crescimento com valores, princípios e respeito pela natureza!



“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!”

Charles Chaplin

quarta-feira, 14 de março de 2018

Uma Festa de Aniversário pode ser ecológica!


As festas de aniversário infantis, são um negócio!

Sim, é verdade, cada vez mais, os pais sentem pressão social para transformar a festa de aniversário do seu filho num momento de divulgação familiar, há quase uma obrigação de fazer, de fazer em tal sitio, (porque o outro pai também fez, ou porque os miúdos até gostam e ali não dá muito trabalho a organizar...), de convidar a turma toda ou a família toda...
Para já não falar de alguns meios em que quase se gera uma competição decorativa entre mães.
Escolhe-se o espaço, pensam-se mesas, decorações a condizer, temas, copos, guardanapos, bandeirolas, balões, etc. um mundo de decoração descartável para festa de aniversário, que existe on-line (para os mais exigentes e originais) e nas mais variadas lojas e supermercados para quem procura soluções baratas e “na moda”.

E o ambiente, onde fica no meio da decoração bonita?

Fica esquecido, vem aquela máxima “ um dia não são dias” e “ele só faz anos uma vez por ano, é um dia especial”... Somos muito bons a arranjar desculpas!

A verdade é que se pensarmos bem, se cada pai fizer uma revisão mental, facilmente concordará que o seu filho é convidado para uma festa (única no ano) mais de uma vez por mês, então já são quantas exceções? quantos dias especiais? Quanto descartáveis atirados fora sem sequer pensar no assunto?

Na Lura fazemos festas de Aniversário, sim!

Mas não abdicamos dos nossos valores e princípios, aliás acreditamos que até um dia de festa pode ser um dia perfeito para a consciencialização de cada um dos nossos visitantes.
Por isso travamos algumas batalhas constantemente:

- A Reciclagem -

Temos um eco-ponto (estamos a preparar mais para espalhar por mais locais da quinta) e em todas as festas de aniversário quando nos perguntam onde colocar o lixo (porque não há um saco ou caixote logo junto à mesa do aniversário) explicamos que o eco-ponto está disponível e é fácil de utilizar.
Acreditem, é uma batalha, pois muitas vezes no final da festa temos de verificar e efetuar algumas trocas no lixo colocado nos caixotes, pois mesmo com explicação afixada em cima ocorrem muitas trocas...
Mas acreditamos que vale a pena, não nos chateamos com o possível trabalho acrescido, porque sabemos que o caminho se percorre caminhando.

- A Reutilização -

Ainda temos algumas arestas para limar e sabemos que temos bastantes coisas que podemos melhorar, mas fazemos questão de colocar à disposição dos nossos clientes (grandes e pequenos) materiais laváveis, e que, mesmo durante o tempo de apenas uma festa o mesmo copo possa ser usado mais que uma vez (procurando garantir a disponibilidade para a rápida recolha, lavagem e disponibilização da loiça suja).
Quer nas festas de aniversário, quer nas nossas visitas pedagógicas é possível verificar que para nós cada peça cada objeto pode ter mais que um fim, um simples exemplo disso é o nosso ecoponto que resulta ele próprio da reutilização de materiais.

- A abolição do descartável -

Este é um desafio que impusemos a nós próprios deste o primeiro dia de funcionamento.
Devemos confessar que não é fácil, e que por vezes, foi escolhemos o caminho mais imediato sem sequer termos consciência das opções que tomamos. Mas, com o tempo, com a ajuda de alguns clientes mais perspicazes e atentos que nos foram alertando para possíveis incoerências, com o facto de dizer-mos a mesma coisa muitas vezes e dar-mos por nós a verificar pormenores para garantir, a tal coerência, agora temos uma mesa de aniversário sem descartáveis!

Esta mesa tem decoração, tem etiquetas bonitas, agora até já tem uma faixa de “Parabéns” temática, tem gelatinas servidas em uni-doses, tem balde de pipocas, tem sandes, enfim é uma mesa recheada...

Nesta mesa, tudo é reutilizado!

* As gelatinas são servidas em formas de silicone que são lavadas no final de cada utilização;
* As taças, copos, pratos e talheres são laváveis;
* As decorações foram pensadas e feitas em materiais laváveis e duráveis para que possam ser guardados no final de cada festa e usados nas seguintes, sem comprometer a qualidade aqui impõe-se um Obrigado à Multicópias que nos ajudou na criação destes materiais);
*Até os sumos naturais feitos por nós, na hora, são servidos em garrafas de plástico que já serviram outros sumos...

- A responsabilização de cada um -

Nós fazemos a nossa parte, fazemos os nossos esforços para a consciencialização de todos mas sabemos que por vezes, outro valores falam mais alto e que nem sempre podemos evitar tudo.
Por isso, apesar de pedir-mos sempre aos nossos clientes que abdiquem do descartável, e procurem minimizar o impacto ambiental das decorações, por vezes a festa “tem mesmo que ser temática” ou “quero mesmo assinalar este dia de forma especial” e aí o que fazemos?
“Tudo bem, não há problema. No final da festa caberá a si a recolha dos materiais”.
É claro que esta recolha é feita, mas nós também sabemos que muitas vezes, depois destas festas onde o descartável aparecer ou as decorações ou lembranças foram menos ecológicas, lá temos uns plásticos de rebuçados que ficaram no canteiro, ou um copo descartável que foi parar à horta, etc.
E estamos cá para isso, apanhamos, sorrimos e mantemos a esperança que cada vez mais os nossos clientes compreendam que a ecologia não é só uma opção de vida é uma necessidade e obrigação de todos nós, a bem do futuro das próximas gerações...


Estamos longe ser ser perfeitos!

Atenção, não queremos com este texto, de modo algum, passar uma mensagem de que somos perfeitos ou um exemplo de boas práticas. Apenas partilhamos as nossas opções e convicções.
Ecologicamente, sabemos que ainda temos muito caminho a percorrer na nossa quinta, idealmente e no limite, não deveríamos usar plásticos. Mas, como já disse anteriormente, acreditamos que o caminho se percorre caminhando...

Assim, queremos agradecer a todos os que colaboram connosco e nos ajudam nesta tarefa permanente da consciencialização ambiental, a todos os que nos propõem novos desafios e nos levam a melhorar as nossas iniciativas.

E já agora gostaríamos também de partilhar um desafio a que já aderimos, mesmo antes de o conhecer: 40 dias sem plástico


Obrigada pela sua atenção.

Temos orgulho no que fazemos e fazemo-lo com gosto.
Por isso somos felizes e isso transmite-se a cada um dos nossos visitantes.






quinta-feira, 8 de março de 2018

Falabombo na Lura

Olá a todos:

O Sol vai chegar e com ele começam as propostas ao ar livre para tempo de qualidade em família na Lura, e a primeira que queremos apresentar é já este mês




Este é o mês do dia do Pai e queremos mostrar à Mães deste Algarve (e não só), que os pais também gostam de participar em atividades de fim de semana com os filhos.

Pais e Tios, esta proposta é para vocês!

Ajudem-nos a mostrar que os filhos e sobrinhos estão muito bem entregues convosco!

Esta é uma proposta de Percussão Criativa que nos chega pelas mãos do Tiago “dos Bombos”.
O Tiago traz-nos uma proposta variada de percussão corporal, percussão com copos, com tubos e com bombos, para crianças de 7 a 12 anos, acompanhadas por um adulto.

Para participar apenas precisam de trazer:
- disponibilidade mental;
- boa disposição;
- roupa confortável;

O custo é de 4€ por participante.

A inscrição é obrigatória e pode ser feita através deste formulário on-line, ou por telefone (93 161 79 94).

Nota: Se está a ler isto e é uma daquelas mulheres poderosas que diariamente é para o seu filho/a, mãe e pai (e às vezes mais!), não se sinta excluída, somos pela liberdade e igualdade, inscreva-se e venha participar também!


Até breve!


Temos orgulho no que fazemos e fazemo-lo com gosto.
Por isso somos felizes e isso transmite-se a cada um dos nossos visitantes.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Uma parceria deste verão, com pernas para correr...


Olá a todos!

Como devem ter reparado, pelo menos os seguidores do nosso facebook, este foi um verão cheio de atividades aqui na Lura, recebemos muitos meninos, com diferentes centros de estudo, juntas de freguesia, grupos de escoteiros, associações desportivas, etc.
Foram visitas individualmente planificadas e organizadas, todas diferentes, com a educação e consciencialização ambiental em comum, mas atividades personalizadas em função do número de participantes, da duração da visita, do tema fornecido e mesmo das necessidades de cada grupo.

Deu trabalho? Sim!

Deu gozo? MUITO!

É ótimo quando acabamos uma visita e vemos que o grupo não se quer ir embora, ou quando na “rodinha” final percebemos que todos levam uma nova aprendizagem de sustentabilidade ou respeito pela natureza para casa, ou quando nos perguntam “quando é a próxima visita?”, ou mesmo quando sentimos que cresceram um bocadinho com a ajuda dos nossos animais...

E na reta final deste verão quero falar-vos de uma nova parceria que foi exatamente isso - uma parceria! Com partilha e entrega de ambas as partes em prol de um objetivo comum, proporcionar a melhor tarde e noite possível ao grupo de participantes.

Foi a parceria com o Ginásio Clube Naval de Faro!

Este ano, pela primeira vez, o G.C. Naval resolveu entrar no desafio de organizar, a solo, Férias Náuticas para a petizada e para isso estipulou vários objetivos entre os quais destaco, a formação para a segurança no mar e nas atividades aquáticas, a prática desportiva e a consciencialização ambiental e para a sustentabilidade.
E é na base deste último que nos contacta para o desenvolvimento de uma parceria, para a organização de visitas periódicas durante as férias. Assim surgem as visitas com acantonamento quinzenais!

Foi um experiência, intensa e incrível!

É verdade que com as atividades organizadas semanalmente e com a possibilidade de inscrição em semanas avulso, os participantes não eram sempre os mesmos e mesmo o número de participantes variou muito, mas com alguma ginástica de coordenação entre ambos os organizadores (nós e o clube) as visitas foram organizadas e planificadas uma a uma e em todas tivemos atividades diferentes, umas mais simples outras mais complexas com resultados maravilhosos, quer se olharmos para o resultado prático final, quer no impacto que a sua realização teve para o desenvolvimento do gosto e respeito pela natureza.

Estes meninos foram especiais!

Talvez porque muitos vieram mais que uma vez, mas certamente por todo o trabalho, empenho e dedicação do seu treinador, João Arco, que mantendo sempre o foco na segurança e bem estar das crianças, nunca deixou de brincar, de garantir o cumprimento das regras, de promover a autonomia e desenvolvimento pessoal de cada um, sempre com o foco nos objetivos definidos em equipa e com a direção aquando da preparação deste desafio. Este Professor, juntamente com toda uma grande equipa que tornou tudo possível, dedicou-se literalmente de alma e coração e todas estas crianças, respeitando as especificidades e conhecendo cada um, mas sempre garantindo a união do grupo e o bom funcionamento de todas as atividades, e isso refletiu-se na realização de todas as nossas visitas.

E os acantonamentos, os acantonamentos foram uma aposta ganha!

Não imaginam o que estes meninos e meninas crescem, aprendem e se divertem quando participam em atividades tão simples, como fazer o jantar, conversar à mesa, ajudar a levantar a mesa e a lavar a loiça, ver a estrelas, partilhar segredos, assumir os medos, dar um mergulho noturno, participar no matinal maneio dos animais, comer um pequeno almoço com doce caseiro, etc.
Estes acantonamentos permitiram uma partilha, cumplicidade e respeito entre os participantes que estou certa que serão sérias bases para um desenvolvimento pessoal e emocional mais saudável, responsável e consciente.

Falando um pouco mais das atividades, estas crianças fizeram: um bolo de alfarroba em forno solar; um jardim de suculentas; participaram na apanha de alfarrobas; jogos tradicionais; pintura de mandalas; tudo isto sempre incluindo muita brincadeira na piscina e interação com os nossos animais.

Foi um verão tão rico, que daria para escrever um livro só com o que pudemos observar, sentir e partilhar com estas crianças em todas estas visitas, mas como sei que nem todos terão tempo, disponibilidade ou vontade de o ler (e eu, sinceramente, também não tenho tempo para o escrever 😉), irei apenas deixar-vos algumas fotos, mas não sem antes vos falar um pouco da última visita e acantonamento.

A última foi um culminar lindo, até a natureza sorriu para nós!

Na ultima visita tivemos muitos participantes, e exatamente por ser a última e não querermos sobrecarregá-los com tarefas e atividades mais pedagógicas, decidimos avançar com jogos tradicionais. Foi uma animação! Intercalados com a brincadeira na piscina (porque estava mesmo muito calor), foi uma tarde em cheio para a petizada, e para nossa surpresa, que até chegámos a pensar que poderiam já estar fartos das visitas aos nossos animais, todos as queriam e perguntavam “quando vamos ver os coelhinhos?” “e fazer festinhas aos Burros?” “e o Fiel, quando vem ter connosco?”.

Pois é, estes meninos e meninas já tinham desenvolvido uma relação de proximidade e afeto com os nossos animais, já conheciam a rotina, sabiam onde podem e onde não podem mexer, sabem que os nossos burros são “Doutores”, que são pai e filho e que o Tito gosta muito de festinhas nas orelhas, ajudaram a tratar uma coelha doente e ficaram tristes por saber que não resistiu ao calor (sim, deram pelo sua falta e perguntaram logo o que se tinha passado). Foi mágico ver esta cumplicidade criada com os animais em tão pouco tempo e perceber o impacto que teve nestas crianças, que assim respeitarão muito mais o seu planeta, como lugar comum e natural que é necessário preservar.

E a “cereja no topo do bolo”?

O amigo camaleão resolveu mostrar-se veio passear à beira da piscina, para que todos o pudessem ver!

Depois veio o jantar, a loucura do mergulho noturno e mais uma noite descansada, que isto da vela (de manhã) e do campo (à tarde), cansa o corpinho de todos. No dia seguinte, tal era o entusiasmo que quase todos acordaram a tempo de dar comida aos animais e quando chegámos ao momento do pequeno almoço, houve vários olhinhos que perguntaram cheios de entusiasmo, “vai haver doce de figo e pera outra vez?” - e sim, havia!
Já agora informação para os pais: não vale a pena procurar no super mercado para comprar, este é único e feito por nós (porque as nossas peras e os nosso figos ficam maduros ao mesmo tempo, e nós gostamos muito da combinação 😋 ).

E mais não digo, ficam algumas fotos e a promessa de que para o ano haverá mais!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Uma semana cheia!


Pois é, a semana passada daria para escrever vários textos, mas vou tentar resumir tudo em apenas um.

Vamos ver como corre...

Primeiro recebemos uma fabulosa turma do primeiro ano:

Num dia, nem de muito frio e vento nem de céu aberto e muito Sol, fizemos uma visita com tudo a que temos direito! E foi uma visita especial (na verdade todas o são, mas não digam a ninguém), para compreenderem do que falo, vou dar-vos o exemplo do que mais me surpreendeu.

Quando chegaram de autocarro, o motorista não se atreveu a vir até à porta, parando no início da nossa rua, pelo que os meninos tiveram de andar cerca de dois minutos a pé até chegar à nossa Lura.

Estes dois minutos foram Mágicos!

Propus que fizessem a caminhada em silencio, para poderem apreciar todos os sons da natureza e assim entrarem em harmonia com esta natureza tão bela.

E fez-se silêncio!

Durante todo o percurso!

Foi maravilhoso, ouvir e ver estas cerca de 20 crianças a fazer este caminho em silencio, a reparar nas borboletas que passam, a tentar chamar a atenção (com gestos, porque estamos em silencio) para as galinhas, a registar o ritmo do trólei que a professora trazia, etc.

Por aqui já conseguem ter uma ideia do que foi esta visita, é claro que houve uma chamada de atenção aqui e ali, mas havia uma curiosidade inata, uma atenção e concentração nos diferentes momentos lúdicos e de aprendizagem, que foram marcantes e tornaram esta visita especial!

Feita a primeira visita da semana, veio a segunda:

Agora, meninos mais velhos, já um sexto ano, cheio de adolescência e/ou pré-adolescência, que isto é um bocadinho difícil saber onde começam e acabam as ditas fases. Foi uma visita intensa!

Onde, como quem não quer a coisa, foram trabalhados valores e princípios como o respeito, a igualdade e até a honestidade, ou não fosse esta uma visita organizada pela disciplina de EMRC com uma diretora de turma presente.

E como acabou a visita?

Da melhor forma possível – TODOS NA PISCINA!

O Sol estava maravilhoso e a água convidativa, foi ótimo!



E pronto, a semana podia acabar por aqui...

… Mas não acaba:


No fim de semana, tivemos mais festas, como já vem sendo costume e para terminar mesmo, mesmo bem, no Domingo tivemos Foco, Concentração e Percussão.

A Rute Cabrita, veio brincar connosco e fizemos música com coisas tão simples como alguidares, garrafas com arroz, púcaros, sinos e imaginem só, como uma coisa complicadíssima – o nosso corpo!

Foi uma actividade muito muito gira, onde até aprendemos pequenos truques e dicas que nos podem ajudar a acalmar e focar nas nossas tarefas do dia-a-dia. 

Vamos querer repetir!


Resumindo e concluindo, aqui na Lura, passou-se uma semana cheia de actividades, visitantes e coisas boas!

E sabem que mais, no meio disto tudo ainda consegui ir à praia com o companheiro e os nossos pequenos, e, num breve acesso de loucura, até dei uns mergulhos com o mais velho, tenho a dizer-vos:


Sou Feliz! 


Obrigada!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quando percebemos que estamos no caminho certo...


Hoje quero contar-vos um momento caricato que me fez sorrir, num dia simples.

Como sabem, a aventura Lura começou há pouco mais de 3 anos e quando tudo começou, é claro que tive dúvidas, tive o apoio de muita gente à minha volta, mas também tive aqueles amigos que tiveram medo ( “e se corre mal? vais mudar completamente a tua vida, deixar a pouca estabilidade que tens, para começar uma coisa nova e diferente?”, “a ideia é gira, mas será que tens mercado para isso?”, “será que vais ter clientes?”, “se queres ir para o Algarve, porque não fazes qualquer coisa relacionada com turismo?”), foi preciso uma boa dose de coragem, convicção e confiança para embarcar neste projeto. Sem esquecer, é claro, o apoio financeiro fundamental de quem ajudou na fase inicial.

Têm sido 3 anos, de crescimento, aprendizagens, momentos menos bons, muitas contas de sumir, mas também de muito sentido prático, organização e definição constante de novas prioridades, desafios e rumos. Sempre mantendo os princípios, valores e bases iniciais: somos uma quinta pedagógica, queremos fazer educação ambiental, promover a sustentabilidade, oferecer visitas personalizadas realmente pedagógicas, divulgar saberes, cultura e tradições.

Felizmente, já nos é possível verificar um crescimento sustentável do negócio, as contas de sumir vão diminuindo e começamos a ver a luz ao fundo do túnel que nos permite de uma forma racional compreender que estamos no caminho certo. O que é realmente muito BOM!

Mas o que vos quero contar, é aquilo que me fez, não entender isso, mas sim senti-lo.

Num fim-de-semana de férias qualquer, os meus irmãos (de Lisboa), estavam por Faro e convidaram-me para um almoço rápido na baixa, para podermos estar um pouco juntos com as crianças. E entre visita e festas, lá fui ter com os manos, cunhada, sobrinhos e avó, todos comer uma coisa rápida na baixa de Faro. E aí, no meio do perguntar por todos, brincar com as crianças da família e comer uma refeição em boa companhia, de repente, do nada, ao sair da casa de banho eu oiço “és a senhora que me pintou a cara!”, olho em frente e vejo a correr para mim, uma menina cheia de felicidade, devia ter 5 ou 6 anos e contou-me que se lembrava de mim, com “totós”, numa festa de aniversário “naquele sítio do campo, dos coelhos e dos burros” e que lhe tinha pintado uma borboleta bonita na cara, a mãe apareceu também, meio encavacada, dizendo que não sabia de que festa a menina falava, mas quando disse que trabalho na Lura, reconheceu o nome e até se lembrou de mim (fora do ambiente e com roupas bem diferentes, nem sempre é fácil fazer a associação).

Aquela menina, reconheceu-me, quis mostrar que tinha gostado de mim, e, numa frase, num momento e num sorriso, fez-me sentir que o meu trabalho dá frutos, que me reconhecem como algo bom que passou na vida delas.
E se esta menina se lembrou de uma borboleta pintada com carinho numa festa de aniversário, há outros meninos e meninas que se lembram de uma flor diferente que comeram na minha horta, do coelhinho que queria saltar, do burro que veio ter com eles...
Esta menina foi particularmente efusiva e carinhosa, mas quando o meu irmão me perguntou quem é, dei por mim a responder muito naturalmente, “mais uma menina que me reconhece porque já foi lá à Lura” (imaginem o sorriso orgulhoso de orelha a orelha).
Muitas crianças são mais subtis e por vezes apenas oiço o dizer à mãe ou ao pai, “olha aquela é a professora da Lura, que fomos com a escola”....

Por isso, bem mais importante que qualquer retorno financeiro, é ser reconhecida, na rua, na minha cidade, por algo bom, por algo que faço com gosto, porque marquei um pequeno ser positivamente e perceber que o facto de fazer o que gosto e de me dedicar de alma e coração a cada visita, a cada criança, a cada família, a cada momento, faz toda a diferença!

E o mais giro é que sei que não sou a única a sentir isto... ;-)


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Brincar ao ar livre, aprender e crescer verdadeiramente!


Cada vez se brinca menos ao ar livre. Se olharmos à nossa volta, se compararmos os nossos hábitos na infância com os hábitos das nossas crianças, rapidamente nos apercebermos que as nossas crianças passam menos tempo ao ar livre.

São vários os fatores que conduzem ao sedentarismo das crianças:

- a oferta de entretenimento sedentário é cada vez maior e mais aliciante – nós tínhamos o rádio a a televisão como alternativas ao jogo e à brincadeira de rua, em grupo ou sozinho. Agora, cada vez é mais fácil o acesso aos tablets, telefones (onde a função de telefonar é um acessório), consolas, computadores, etc.

- o fator medo limita as opções parentais – se para os nossos pais era aceitável, perder o filho de vista quando este vai jogar à bola com os amigos na rua, ou deixar atravessar um quarteirão sozinho para ir ter com os amigos ao jardim do bairro, hoje em dia, existe o medo do rapto, dos acidentes, do assédio, e a possibilidade de perder o nosso filho de vista, mesmo que este esteja a brincar num parque infantil a menos de 10 metros de distância, é aterradora.

- toda a família trabalha e trabalhamos mais horas – consequentemente, há menos tempo para estar com as crianças ao ar livre, o horário escolar é maior e quando não é suficiente (o que acontece na maior parte dos casos) recorre-se aos centros de estudos e de ocupação de tempos livres, já que em grande número das famílias, não há a alternativa da “casa da avó ou da tia” onde se vai brincar ao fim do dia.

Este sedentarismo é preocupante e tem consequências!

Porque é tão importante brincar ao ar livre?

Bem, comecemos pelo início, é importante brincar!

Brincar é um direito da criança – “Os Estados Partes reconhecem à criança o direito ao repouso e aos tempos livres, o direito de participar em jogos e atividades recreativas próprias da sua idade e de participar livremente na vida cultural e artística.” é o que podemos ler no artigo 31 da Convenção sobre os Direitos da Criança.

Na Ata Portuguesa Pediátrica de 2013 pode ler-se “As vantagens de brincar verificam-se a vários níveis. Ao favorecer a atividade física, constitui uma estratégia na prevenção da obesidade. Intelectualmente, estimula a aquisição de competências, treino da atenção e capacidade de resolução de problemas. No plano emocional e social, brincar proporciona diversas situações em que é testada a relação com os pares, permitindo desenvolver a resiliência. Além disso, ao transferir para a brincadeira objetos ou fenómenos da realidade externa, a criança constrói as bases para a compreensão de si própria e do mundo, expressando os seus medos e frustrações, mas também a sua criatividade”(Póvoas et al., 2013).

Assim, se brincar é só por si uma forma construtiva de crescer, desenvolver identidade, autonomia e auto-confiança, brincar ao ar livre é mais enriquecedor ainda!

Quando brincamos ao ar livre, temos um mundo natural por explorar...

A exploração espontânea dos espaços, estimula a capacidade de observação, a curiosidade, a criatividade, promove a auto-consciência corporal, o auto-controlo, a autonomia e permite desenvolver mecanismos e competências de resolução de problemas.
Segundo a psicóloga Gabriela Bento, “a possibilidade de brincar ao ar livre, de forma autónoma e espontânea, permite desenvolver competências motoras, sociais, cognitivas e emocionais, que se revelam fundamentais para a vida adulta (e.g. capacidade de tomar decisões, cooperar com os outros).”(Bento, 2015)

Além disso, a Natureza tem o seu ritmo próprio. Assim, estar em contacto com a Natureza, preferencialmente no seu estado puro e não controlado (ir ao Jardim Zoológico é estar em contacto com a Natureza, mas aqui esta encontra-se definida e controlada pelo Homem; já ir à praia ou simplesmente passear no campo, seja num parque natural ou num simples terreno baldio, é uma experiência completamente diferente), não só promove o respeito pelo ambiente, como diminui estados de stress e agitação. 

Quando uma criança tem contacto frequente com a natureza no seu estado puro, aprende rapidamente a dar valor a pequenas coisas e a usar todos os seus sentidos para explorar o que a rodeia. 

Muitas vezes, temos tendência para achar que para fazer uma criança feliz, temos que lhe proporcionar grandes experiências, que uma ida ao Jardim Zoológico, para ver grandes animais exóticos ou ao Oceanário, para ver o que “não podemos ver todos os dias”, isso vai certamente fazê-la feliz, e fará. Mas já pensaram quantas vezes a vossa criança teve tempo e oportunidade para observar uma formiga, ou um bichinho mais esquisito? Quantas vezes o deixaram correr em campo aberto, só porque sim? Já alguma vez subiu a uma árvore? Colecionou conchas ou pedrinhas? Ficou parada a observar o rebanho que passa? Tentou descobrir quantos bichos diferentes estão no chão à sua volta? Descobriu a flor mais linda... Confesso que muitas vezes ainda fico surpreendida com algumas reações de espanto e surpresa dos meus filhos perante coisas que, aos meus olhos de crescido, são simples e banais, mas para eles são maravilhosas, como por exemplo a textura e som de uma folha seca de amoreira, a estrutura de uma teia de aranha, ou uma planta que cresce enrolada noutra.

Se os nossos filhos tiverem mais oportunidades para contemplar a Natureza, estou certa que descobrirão a sua beleza, autenticidade e importância, tornando-se consequentemente em adultos mais completos, respeitadores e felizes.


E escrito isto, vamos brincar lá para fora?




Bibliografia:

Bento, G. (2015). Infância e espaços exteriores – perspetivas sociais e educativas na atualidade. Investigar Em Educação, IIaSérie(4), 127–140.
Póvoas, M., Castro, T., Mateus, A. M., Costa, M., Escária, A., & Miranda, C. (2013). O brincar da criança em idade pré-escolar. Acta Pediátrica Portuguesa, 44(3), 108–12.
Strecht-ribeiro, O., & Almeida, A. (2011). As vivências de Contacto com a Natureza de crianças do 1o ciclo: implicações para o contexto formal e não formal de aprendizagem. Actas Do XIV Encontro Nacional de Educação Em Ciências/ Braga, Universidade Do Minho, 978–989.